Escola nas Férias (MG) permite lazer e aprendizagem durante recesso

Publicado dia 22/12/2014

Para muitas crianças, férias é sinônimo de ficar longe da escola. E nem sempre estar em casa é sinônimo de descanso e diversão. No entanto, em Belo Horizonte (MG), desde 1999, o programa Escola nas Férias convoca as unidades de ensino a ficarem de portas abertas e cheia de crianças e adolescentes.

ferias na escola 2

Foto: Reprodução

Com o objetivo de oferecer lazer e aprendizagem nos meses de recesso escolar, a prefeitura mineira promove estas atividades durante uma semana nos meses de janeiro e julho em 173 escolas municipais. Mas no lugar de conteúdo formal, o programa oferta uma variedade de atividades de lazer e cultura, como oficinas de pintura, aulas de canto e música e apresentações de dança, além de inúmeras brincadeiras e jogos, entendendo que estas apoiam o desenvolvimento integral das crianças e também compõem processos de ensino e aprendizagem.

Além das atividades realizadas nas unidades, são promovidas excursões pela cidade, tomando o território como espaço de experimentação, aprendizagem e vivências lúdicas das crianças. Para compor essa agenda e fortalecer a articulação entre escolas e comunidade, parques, museus, clubes, outros espaços culturais e educativos e parceiros de cada unidade escolar ofertam atividades e programações especiais para receber o público do programa.

Alimentação

Associando outro aspecto importante do desenvolvimento integral das crianças, as escolas, abertas o dia inteiro, oferecem refeições aos estudantes.

Com o objetivo de ampliar as possibilidades lúdicas e educativas para todas as crianças da capital, a partir de inscrições prévias e divulgadas em diferentes espaços da cidade, as escolas se abrem a qualquer interessado, independentemente de estar matriculado na unidade.

Antes da brincadeira

Todos os agentes que participam do programa passam por uma formação ofertada pela Gerência de Educação Integral, Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura com o intuito de qualificar as práticas educativas cotidianas. A ideia é que a partir da vivência escola-comunidade, professores, educadores e gestores escolares e de equipamentos públicos de lazer e cultura possam ampliar suas ações ao longo do ano, ampliando conjuntamente as oportunidades educativas dos estudantes.

“A formação propõe uma vivência cultural que permite o conhecimento de diferentes espaços de aprendizagem da cidade, o encontro de diálogo sobre o programa e suas diretrizes e o planejamento das ações”, explica a gerente de Educação Integral, Direitos Humanos e Cidadania, Arminda Aparecida de Oliveira. Com uma concepção intersetorial, a capacitação é realizada por profissionais de diferentes áreas da prefeitura e também das instituições educativas parceiras ao programa.

Formando uma extensa rede de educadores, as atividades ofertadas nas escolas são realizadas por monitores de informática, do Programa Escola nas Férias e do Programa Saúde na Escola, além de agentes de inclusão e coordenadores. Em cada localidade há um coordenador que pode ser funcionário de algum programa da prefeitura, mas pode também ser um voluntário da comunidade, que recebe apoio pelas horas investidas na proposta.

Principais resultados

Chegando ao seu sexto ano, a iniciativa espera atender 60 mil crianças e adolescentes no em janeiro de 2015. Este total mostra que a cada ano cresce a quantidade de participantes, indicando que o programa é bastante importante para a cidade. Para Arminda, “o Escola nas Férias concretiza o lazer de crianças e jovens que se encontram no entorno da unidade escolar e possibilita que o espaço escolar se configure como um equipamento de lazer, principalmente, nas comunidades periféricas”.

Além disso, a própria rede estruturada para a proposta do recesso se mantém no retorno às aulas, encorajando escolas e equipamentos a pensarem juntos caminhos para tangibilizar a proposta de educação integral na cidade.

 

 

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