Por meio de plataforma online, TEIA da UFMG forma educadores em educação integral

Publicado dia 16/10/2013

Iniciativa: Curso de Aperfeiçoamento: “Educação Integral e Integrada” / Universidade Aberta do Brasil – Modalidade a Distância

Pública ou Privada: Pública

Descrição: “O que significa construir uma educação integral? A quem se destina essa educação?” Essas são algumas das  primeiras perguntas que os estudantes do curso a distância focado em Educação Integral e Integrada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) se deparam. Criado em 2010, pelo TEIA – Territórios, Educação Integral e Cidadania, núcleo de Educação Integral da universidade, o curso já formou 480 educadores e demais envolvidos em programas  dos municípios de Confins, João Monlevade, Juiz de Fora, Ipanema e Uberlândia, em Minas Gerais.

Destinado à formação de gestores educacionais, professores do ensino básico, assim como de agentes culturais, oficineiros e monitores que atuam com programas e escolas de educação integral, o grande objetivo  do curso é capacitar esses profissionais no desenvolvimento de práticas ligadas ao tema em seus municípios. Os participantes se inscrevem e são selecionados por edital público para participar da formação que é totalmente gratuita.

Polo João Monlevade. Crédito: TEIA/UFMG

Polo João Monlevade. Crédito: TEIA/UFMG

As aulas acontecem pela internet, por meio da plataforma Moodle, e têm acompanhamento de tutores. Ao cumprir os seis módulos da formação, o participante recebe a titulação de ter participado de Curso de Aperfeiçoamento/Atualização em Educação Integral e Integrada, emitido pela universidade. Existem ainda polos presenciais de apoio, nos quais os participantes podem acessar presencialmente seus tutores e participar das atividades usando os computadores do espaço.

Além da formação online, os participantes participam de três encontros presenciais, nos quais os participantes realizam trocas de experiências e vivências a partir do que foi discutido no ambiente virtual.

Pensando na formação do professor do século XXI, as aulas também apresenta como os meios digitais podem colaborar nos processos de aprendizagem em diversos campos do conhecimento, promovendo, assim, a inclusão digital desses educadores.

As aulas buscam aguçar o senso crítico dos estudantes-educadores, a partir de disciplinas que incentivam os participantes a levarem a discussão sobre a Educação Integral para dentro de suas escolas.

Crédito: TEIA/UFMG

Polo Confins. Crédito: TEIA/UFMG

As aulas fomentam ainda a participação de toda a comunidade escolar na implantação de programas integrais de educação, mostrando que para que o projeto dê bons frutos, é preciso construir, de forma conjunta, as estratégias pedagógicas em cada escola, assim como desenvolver ferramentas e espaços que garantam a gestão democrática da instituição.

O curso tem colaborado também para a produção de materiais voltados para que as escolas possam desenvolver um currículo integral, ultrapassando a ideia de turno e contraturno. Já foram confeccionados seis livros com o material didático utilizado durante as aulas, trazendo a história da Educação Integral no Brasil, as principais correntes e pensadores que a conceituaram e as políticas públicas implementadas.

O conteúdo aponta ao estudante a importância de se conhecer e se apropriar da realidade que circunda a escola onde pretende desenvolver o projeto, incentivando a investigação e mapeamento do território.

Os interessados podem também acessar as aulas em vídeo no Canal do TEIA no Youtube na lista Rodas de Conversa: Videoaulas EII UAB. Os vídeos apresentam discussões sobre  o tempo e o espaço da Educação Integral, o currículo escolar, como lidar com as diversas culturas, respeitando a identidade dos sujeitos que fazem parte do processo e como realizar a normatização, gestão e intersetorialdiade das políticas voltadas à Educação Integral.

Início e duração: Até o momento oram realizadas duas edições. A 1ª edição aconteceu de junho a dezembro de 2010 e a 2ª , de março a setembro de 2013. Os cursos tiveram de 180 horas cada.

Local: Participaram estudantes de Confins, João Monlevade, Juiz de Fora, Ipanema e Uberlândia, em Minas Gerais. Os polos presenciais estão em Confins e em João Monlevade.
Responsáveis: Curso realizado pelo Núcleo Territórios, Educação Integral e Cidadania (TEIA) com o apoio do Centro de Apoio à Educação a Distância (CAED?UFMG).
Envolvidos e parceiros: Universidade Aberta do Brasil (UAB), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade FUMEC de Minas Gerais, Ministério da Educação (MEC), Secretaria de educação Continuada Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI), Centro de Apoio à Educação a Distânicia (CAED).
Financiamento: Ministério da Educação (MEC).

Principais Resultados

Um dos maiores ganhos do curso foi apresentar aos estudantes que há outras formas de ensino, que vão além das práticas desenvolvidas dentro da unidade escolar. Com o curso, os professores passaram a se comunicar mais com as organizações e lideranças sociais ao redor de suas respectivas instituições de ensino, enxergando esses espaços também como propositores e coautores de dinâmicas educativas.

O curso fomentou o intercâmbio de informações entre territórios diferentes, fazendo os estudantes debaterem e entenderem o sentido de uma cidade educadora, na qual toda sociedade se reorganiza com um fim educativo. Juntos, os estudantes perceberam e trocaram informações sobre como estimular que diversos atores sociais se percebam como educadores e sobre como acessar os locais de educação não-formal como aliados da escola nos processos de ensino e aprendizagem junto aos professores e estudantes.

Além desses pontos, a partir da organização do curso, o próprio Núcleo sentiu a necessidade de sistematizar metodologias, em cadernos que, hoje, podem ser acessados por qualquer pessoa interessada. Os livros podem ser acessados aqui.

Contatos
Site: http://teiaufmg.com.br/uab/
Endereço: Núcleo TEIA: sala 1667 / FAE / UFMG
Telefone: (31)3409-7462 ou (31)3409-5526
E-mail: teiaeducacaointegraluab@gmail.com

Qual o papel dos professores e como estimular a participação dos estudantes?