publicado dia 22/12/2017

Os conteúdos mais lidos de 2017

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Com o próximo ano se aproximando, é chegada a hora das retrospectivas e balanços proporcionados por 2017. Na área da educação, foram muitos os acontecimentos que marcaram a conjuntura nacional e internacional e repercutiram pelo Centro de Referências em Educação Integral.

Neste ensejo, compartilhamos com vocês – leitores – as matérias mais lidas publicadas pela plataforma, que proporcionaram momentos de debate, inspiração e conhecimento.

É inegável a revolução que o serviço de streaming causou na maneira como consumimos conteúdo audiovisual. Neste texto, o Centro de Referências indica cinco títulos – entre séries e documentários – disponíveis na plataforma que podem servir como ponto de partida para discussões dentro e fora da sala de aula sobre educação.

Em agosto, o governo Temer vetou o artigo que colocava como prioridade a destinação de recursos na área de educação para o cumprimento das metas do Plano na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), legislação que determina os objetivos e prioridades do governo para o próximo ano. A ação significa mais um entrave para que o Plano Nacional de Educação (PNE) saia do papel.

O Novo Mais Educação é um desdobramento do programa Mais Educação (PME), que vigorou entre 2007 e 2016 e foi um dos maiores do Brasil em alcance e recursos. Embora ambos sejam planos de ampliação da jornada escolar e haja certa continuidade entre eles, a concepção de educação que trazem é divergente. Nesta matéria, especialistas explicam por quê.

Após oito meses de análise, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi enfim aprovada e agora é lei. No entanto, desde sua primeira versão, o debate em torno do documento tem suscitado diversas contestações. Em suma, a Base é criticada por insistir em uma visão fragmentada do conhecimento e do desenvolvimento humano, por invisibilizar as questões ligadas à gênero e antecipar a idade máxima para a alfabetização.

Brincar com elementos naturais é uma forma de conhecimento e de desenvolvimento integral. É o que defende o educador e artista plástico Gandhy Piorski. Sob essa visão, o pesquisador acrescenta que a escola tem papel fundamental em promover a interação da criança com a natureza e essa missão vai muito além de disponibilizar uma área verde para brincar.

Com 60% de sua estrutura física composta por material reciclado (garrafas de plástico, vidro, papelão e latas), a Ecoescula Sustentável, localizada na pequena comunidade de Jaureguiberry, região costeira do Uruguai, ganhou o título de primeira escola pública 100% auto-sustentável da América Latina não apenas pela sua edificação, mas também por trazer a sustentabilidade como tema central do ensino.

No ensejo do Dia Nacional da Consciência Negra, o Centro de Referências reuniu experiências que apontam caminhos para lutar contra o preconceito racial. Entre as estratégias utilizadas para estimular atitudes mais inclusivas e o respeito às diferenças, destacam-se debates, brincadeiras, contação de histórias com bonecos, o reconhecimento de situações discriminatórias, bem como a incorporação de narrativas que tragam os negros como protagonistas.

Como contemplar todos os alunos dentro de uma mesma sala de aula? Neste texto, originalmente publicado no site norte-americano Edutopia, é apresentada uma proposta: a diferenciação. O método de ensino é um modo de pensar o aprender e o ensinar, elaborado para englobar todos os  estudantes, transformando como eles aprendem, processam e guardam informações, como demonstram seus conhecimentos e habilidades e com quem e onde o aprendizado acontece.

Em outubro, o Ministério da Educação (MEC) anunciou a Nova Política de Formação de Professores que tem como objetivo melhorar a qualidade e o acesso à formação inicial e continuada de professores da Educação Básica. No entanto, para especialistas, as diretrizes que compõem a nova política são questionáveis.

A pressão e a ansiedade em fazer com que os alunos se tornem leitores aptos “dentro do prazo” podem extrair o prazer de uma atividade que muitas crianças adoram quando pequenas. Neste conteúdo pedagógico, originalmente publicado no Portal MindShift, elencamos novas estratégias que podem beneficiar professores e alunos nesta empreitada.

A educação brasileira se depara com o avanço de uma série de políticas e programas conservadores que reduzem o papel emancipador do espaço escolar. Exemplos não faltam. A aprovação da reforma do Ensino Médio, a supressão dos termos “identidade de gênero” e “orientação sexual” da BNCC, a crescente participação do setor empresarial em instituições de ensino, o avanço do Escola Sem Partido.

Para Peter Gray, pesquisador da Boston College, nos Estados Unidos, a diminuição do brincar livre entre as crianças em todo o mundo relaciona-se diretamente com o aumento de casos de transtorno de ansiedade, depressão e suicídio neste grupo. Para o psicólogo, o brincar livre das crianças permite o exercício da imaginação, capacidade que coordena todas as outras habilidades relacionadas ao pensar.

8 obras da literatura indígena brasileira para crianças e jovens