publicado dia 24/06/2019

PNAD: educação avança no país, mas desigualdades persistem

por

Entre 2016 e 2018, quase todos os indicadores educacionais do Brasil melhoraram. Permanecem, porém, as desigualdades regionais, de gênero e de cor e raça. É o que aponta a Pesquisa Anual por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-Contínua), divulgada na última quarta-feira, 19, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Leia + A escola brasileira e as desigualdades conforme o território

O documento mostra que o acesso à educação básica, obrigatório pela Constituição, cresceu de 45,0% para 47,4% entre os dois anos. Também aumentou de 46,2% para 47,4% o percentual de pessoas que concluíram, no mínimo, o ensino médio. Já a média de anos de estudo passou de 8,6 para 9,3 anos, nesse período. Houve, ainda, uma redução de 121 mil analfabetos.

Apesar dos avanços, persistem as desigualdades. As mulheres permanecem mais escolarizadas do que os homens, pessoas brancas tiveram indicadores educacionais melhores que os das pessoas pretas ou pardas, e as regiões Nordeste e Norte apresentaram uma taxa de analfabetismo bem mais alta e uma média de anos de estudo inferior a das regiões do Centro-Sul do país.

Confira os principais dados da PNAD que mostram essas disparidades:

Como as desigualdades educacionais ameaçam o direito à educação integral