publicado dia 07/05/2019

“Não houve corte, há um contingenciamento”, defende Ministro da Educação

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O Ministro da Educação, Abraham Weintraub, apresentou, nesta nesta terça-feira (07/05), as diretrizes e os programas prioritários do MEC para a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.

Weintraub reafirmou que sua gestão será focada na Educação Básica, gestão técnica e ancorada em entrega de resultados e reconhecimento por mérito. “A gente aqui no Brasil quis pular etapas, colocou dinheiro demais no teto e esqueceu a base”.

Sobre os cortes no MEC, anunciados na última semana, e que chegam a R$ 7,4 bilhões, o ministro afirmou que “não houve corte, há um contingenciamento”, e que caso a economia volte a crescer, após a aprovação da nova Previdência, pode haver “descontingência”. “Está todo mundo no país apertando o cinto. Será que não dá para cortar em nada? É sacrossanto o orçamento?” , questionou.

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Plano Nacional de Educação e as universidades

O primeiro assunto abordado pelo ministro foram as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), e um panorama sobre o ensino no Brasil. Citou ainda o Plano Nacional de Alfabetização, investimentos no Ensino Médio, valorização do ensino técnico, e defendeu que o governo descentralize as tomadas de decisão da pasta entre estados e municípios.  

Ainda durante a audiência, Weintraub se disse contra a cobrança de mensalidades nas universidades públicas, e favorável à autonomia universitária. “Mas autonomia não é soberania. E os campi não podem ter consumo de drogas, porque a lei não permite”.

Além de representantes do MEC e do Senado, acompanharam a audiência profissionais do setor técnico e lideranças da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Assista a audiência completa:

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