publicado dia 22/07/2014

“É preciso ampliar a oferta de possibilidades educativas e qualificá-las”

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“O Estado não foi instituído para dar conta das diferenças. Nós precisamos avançar com essa agenda”. Foi a partir dessa premissa que Macaé Evaristo, secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação, discutiu o tema “Engajamento pela Educação” no TEDx Belo Horizonte, ressaltando a necessidade de conceber projetos educacionais para o país com base na diversidade brasileira.

“Não podemos perder de vista os direitos humanos, com ênfase ao respeito, à não discriminação e à oferta de um sistema educacional inclusivo”, defendeu a gestora, que acredita na necessidade de construir as políticas públicas em diálogo com grupos da sociedade brasileira que, mesmo com o processo de democratização da educação, não foram efetivamente contemplados em suas especificidades; caso dos ribeirinhos, quilombolas, populações indígenas, pessoas com deficiência, entre outros.

O evento TEDx

Realizado no dia 26 de Abril, a edição TEDx da capital mineira teve como objetivo problematizar as forças e limites da participação dos indivíduos na construção de políticas de transformação social. Com base do modelo TED – Tecnologia, Entretenimento e Design, os TEDx são realizados de forma autônoma por comunidades que desejam discutir caminhos discutir, como a própria iniciativa propõe, “ideias que merecem ser disseminadas”

Este debate, segundo Macaé, não deve ser feito apenas no âmbito escolar, já que diz respeito a outras dimensões do indivíduo. Por essa razão, ela defende a agenda de uma educação integral, que pense ações desde a infância e conduza esse aluno pela adolescência, com mais oferta e qualidade de oportunidades educativas. “Somos um país com baixa jornada escolar, se comparados ao restante do mundo e à própria América Latina. É preciso ampliá-las não apenas do ponto de vista do tempo, mas da articulação de um território, de um município, a partir do questionamento: que local é esse que queremos viver?”, observa.

Para ela, é preciso pensar em projetos que sejam capazes de dar respostas a um dos piores índices: “Somos um país onde 50 mil pessoas são assassinadas ao ano, sendo 40% delas com menos de 24 anos e, em sua maioria, jovens, negros, pobres e da periferia. Não podemos manter o silêncio diante disso”, aponta.

Confira a palestra na íntegra:

Macaé Evaristo explica programa que avançou na transformação de Belo Horizonte