publicado dia 27/11/2020

“Ocupar escolas, proteger pessoas e valorizar a educação”: um manifesto pela garantia de direitos

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Selo Reviravolta da Escola“Ocupar escolas, proteger vidas e valorizar a educação e seus profissionais. Esses são os três grandes princípios do manifesto, que visa fornecer insumos para pensar coletivamente e intersetorialmente caminhos para agir diante dessa situação da pandemia”, resume Geovana Mendes, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), que lançou o documento em conjunto com várias outras instituições, como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

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Assim, o manifesto amplia a discussão para além de protocolos sanitários e decisões sobre reabrir ou não as escolas. A preocupação está em fazer da pandemia um marco para garantir que a escola cumpra seu papel enquanto um equipamento público, patrimônio social e ativo comunitário, a partir da concepção de uma educação “como construção de valores e a escola como espaço de criatividade e compartilhamento, de formação cidadã, de uma visão crítica da sociedade, de promoção de uma cultura de paz, solidariedade e colaboração”. 

“Percebemos não só a necessidade de interlocução intersetorial, mas também da importância da interseccionalidade: o direito à educação depende dos outros direitos. Ou seja, para conseguir estudar, alunos e alunas precisam do direito à habitação, à segurança, à alimentação, entre outros. Nunca a Educação precisou tanto de ações coordenadas, especialmente para a população marginalizada e vulnerável”, explica Geovana.

Assista ao lançamento do manifesto na íntegra:

O que é a #Reviravolta da Escola?

Realizado pelo Centro de Referências em Educação Integral, em parceria com diversas instituições, a campanha #Reviravolta da Escola articula ações que buscam discutir as aprendizagens vividas em 2020, assim como os caminhos possíveis para se recriar a escola necessária para o mundo pós-pandemia.

Leia os demais conteúdos no site especial da #Reviravolta da Escola.

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