Como formar gestores e professores para atuar na Educação Integral?

Publicado dia 25/10/2013

A educação integral propõe um novo paradigma, que reconfigura o modelo tradicional de escola. Para dar conta dessas mudanças, gestores e professores precisam repensar suas práticas e desenvolver as capacidades requeridas para desempenhar suas novas funções, tanto na gestão e rotina escolar, quanto no desenho curricular e pedagógico da escola. Nessa perspectiva, com o objetivo de estimular a formação de gestores e professores para atuar em escolas e programas de educação integral, mais de 50 especialistas (organizações e indivíduos) no tema* indicam as seguintes recomendações à gestão pública:

As políticas de formação devem permitir que os gestores:

Motivação: Resgatem sua história profissional e reflitam sobre o sentido da sua escolha e profissão.

Informação: Tenham acesso à produção de conhecimentos sobre novas oportunidades, conceitos, técnicas e práticas pedagógicas disseminadas no Brasil e no mundo.

Reconhecimento: Conheçam o território onde a escola se insere e tenham acesso a metodologias e estratégias para articulação de parcerias com diferentes setores e equipamentos sociais (UBS, CRAS, Conselho Tutelar, Defesa Civil, organizações sociais, associações de moradores).

Crédito: Fotolia

Continuidade: Disponham de espaços e oportunidades para discutir conceitos e práticas de educação integral de forma contínua e integrada ao projeto político pedagógico, ao calendário e às demandas da escola.

Técnica: Possam acessar parceiros e conhecimentos oriundos de outras secretarias de educação, outros órgãos do poder público, da iniciativa privada e do terceiro setor, por meio de acordos de cooperação estruturados por suas redes de ensino.

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Troca: Tenham contato com outros gestores, via encontros regionais estruturados a partir dos temas centrais da educação integral e de dúvidas comuns a todos os atores da rede. Esses encontros devem prever a troca de experiências e a busca por soluções compartilhadas entre diferentes escolas.

Referências: Tenham acesso a materiais de referência e participem de encontros, eventos formativos e fóruns de discussão sobre educação integral, a fim de ampliar o repertório para novas oportunidades educativas, experiências e conceitos sobre o tema.

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Construção: Possam propor adequações para o programa ou política de educação integral, em conjunto com a secretaria ou órgão regional de ensino, associando sua formação ao aprimoramento contínuo da estratégia desenvolvida por sua rede.

Pertinência: Participem de processos formativos estruturados a partir de questões concretas, que tenham aplicabilidade e impacto direto na prática escolar.

Academia: Apropriem-se da produção acadêmica sobre o tema, tanto por meio de cursos de pós-graduação e extensão, quanto acessando os conhecimentos científicos produzidos pelas universidades.

Veja vídeo sobre a experiência de curso de formação de gestores e professores na educação integral: 

Certificação: Sejam reconhecidos por participar de atividades e espaços formativos, tanto via progressão e qualificação na carreira, quanto por certificados de participação.

Proximidade: Recebam orientação de formadores que conheçam profundamente a realidade escolar e enderecem questões concretas relativas à implementação dos seus programas de educação integral.

Docência: Compartilhem momentos formativos com os professores das escolas, de forma a ampliar o intercâmbio de conhecimentos e práticas e seu diálogo com diferentes atores do universo escolar.

Inspiração: Realizem visitas de campo para conhecer práticas e experiências de outras escolas e outros contextos sociais.

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Avaliação: Possam discutir e pensar novas possibilidades para avaliar tanto sua escola e o desenvolvimento integral dos estudantes, quanto o próprio programa e que aprenda a envolver nesses processos de monitoramento toda a sua comunidade escolar, envolvendo professores, funcionários, estudantes e familiares.

As políticas de formação devem permitir que os professores:

Continuidade: Disponham de espaços e oportunidades para discutir conceitos e práticas de educação integral de forma contínua e integrada ao projeto político pedagógico, ao calendário e às demandas da escola.

Reconhecimento: Reconheçam sua importância e se percebam valorizados pela sua comunidade, escola e secretaria.

Saiba +: Nem herói, nem culpado: professor tem que ser valorizado

Informação: Tenham acesso à produção de conhecimentos sobre novas oportunidades, conceitos, técnicas e práticas pedagógicas disseminadas no Brasil e no mundo.

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Território: Possam ter acesso a experiências educacionais diversas, tanto as que acontece no território onde a escola se insere, quanto as que são desenvolvidas por outros professores, de forma a construir conhecimentos e práticas de forma colaborativa com a comunidade e novos agentes e espaços educativos.

Apoio: Possam ter acesso a seu gestor continuamente, garantindo sua participação efetiva na construção do projeto político pedagógico da escola e no desenvolvimento do seu próprio processo de formação continuada.

Referências: Tenham acesso a materiais de referência e participem de encontros, eventos formativos e fóruns de discussão sobre educação integral a fim de ampliar o repertório para novas oportunidades educativas, experiências e conceitos sobre o tema.

Crédito: Fotolia

Troca: Tenham contato com outros professores, em encontros regionais estruturados a partir dos temas centrais da educação integral e de dúvidas comuns a todos os atores da rede. Esses encontros devem prever a troca de experiências e a busca por soluções compartilhadas entre diferentes escolas.

Pertinência: Participem de processos formativos estruturados a partir de questões concretas, que tenham aplicabilidade e impacto direto na prática escolar.

Academia: Apropriem-se da produção acadêmica sobre o tema, tanto por meio de cursos de pós-graduação e extensão, quanto acessando os conhecimentos científicos produzidos pelas universidades.

Tempo: Para garantir o envolvimento desse professor, ele precisa ter tempo na escola. Assim, é fundamental que a gestão pública invista na dedicação exclusiva de professores na escola e que estes tenham garantidas horas de planejamento remuneradas, valorizando seu vínculo com a escola.

Certificação: Sejam reconhecidos por participar de atividades e espaços formativos, tanto via progressão e qualificação na carreira, quanto por certificados de participação.

Proximidade: Recebam orientação de formadores que conheçam profundamente a realidade escolar e enderecem questões concretas relativas à implementação dos seus programas de educação integral.

Gestão: Compartilhem momentos formativos com os gestores das escolas, de forma a ampliar o intercâmbio de conhecimentos e práticas e seu diálogo com diferentes atores do universo escolar.

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Avaliação: Possam pensar e estruturar novas formas de avaliar seus estudantes, reconhecendo a complexidade e as múltiplas dimensões de cada individuo para além dos aspectos cognitivos. E que, junto à equipe gestora e à comunidade escolar, possa pensar meios de avaliar a escola e o programa de educação integral como um todo.

* A sexta edição da Série de Diálogos O Futuro se Aprende reuniu especialistas para compartilhar práticas e visões sobre a Educação Integral. Promovido pelo Inspirare/Porvir, Instituto Natura e Centro de Referências em Educação Integral, o encontro gerou recomendações para secretarias, escolas e comunidade sobre os diferentes aspectos que envolvem a educação integral.

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