Por meio do jornalismo, Énóis estimula jovens a pensarem sobre suas comunidades

Publicado dia 18/10/2013

Iniciativa: Énóis – Escola Livre de Conteúdo Jovem

Pública ou Privada: Privada, mas gratuita para participantes

Descrição: A inteligência jovem é a força motriz da Énóis – Escola Livre de Conteúdo Jovem -, constituída em 2012 pelas jornalistas Amanda Rahra e Nina Wengrill, que têm como propósito formar alunos do Ensino Médio a partir das ferramentas do jornalismo e da pesquisa e, assim, estabelecer um diálogo com a educação.

A idealização do projeto começou já em 2008, a partir da vivência das fundadoras no território do Parque Santo Antônio, Zona Sul de São Paulo. A realização de uma matéria jornalística na Casa do Zezinho, organização local que atende crianças e adolescentes de baixa renda, possibilitou o início de um trabalho voluntário na região e a posterior consolidação de um projeto.

Créditos: Zzine

Produção das oficinas de Zzine. Crédito: Zzine

As oficinas de fanzine, inicialmente realizadas com os jovens, se transformaram no projeto Oficina de Jornalismo Zzine que se manteve no território por dois anos, de 2011 a 2012. Também no período, a empresa de telecomunicações Vivo chegou ao território para expandir seus serviços de telefonia, e com o desejo de iniciar um relacionamento com a comunidade. Com o intuito de valorizar as potencialidades locais, as fundadoras apresentaram uma proposta à companhia elegendo os jovens como mobilizadores locais, com uma perspectiva de que fossem remunerados em suas ações. O projeto não só foi aprovado como contemplou como produtos finais duas revistas e conteúdo para um aplicativo de celular. Essas experiências marcam a fundação da Énóis.

A partir de então, a Énóis começou a investir em produtos de comunicação e também em patrocínios empresariais como maneira de tornar a iniciativa sustentável também para os jovens que precisavam se inserir no mercado de trabalho. Hoje, a empresa mantem uma redação e parcerias com empresas como Ambev – para a qual produzem uma revista sobre a conscientização do uso do álcool, a Na Responsa, e também com o Afroreggae e Catraca Livre, mapeando as atividades culturais que acontecem na periferia, no projeto Cultura de Ponta.

No campo da pesquisa, há um trabalho junto às Unidades Básicas de Saúde (UBS) da zona sul, financiado pela Interfarma, grupo que reúne várias empresas do setor farmacêutico, em que os jovens pesquisam as condições de saúde da região.

As formações presenciais hoje acontecem de maneira mais pontual, devido ao impeditivo geográfico de contemplar todos os territórios. No entanto, a metodologia sistematizada serviu como base para um novo projeto de videoaulas, alojadas em uma plataforma virtual, em parceria com a produtora 3Film. A iniciativa pretende se desdobrar em cinquenta módulos explicativos. O primeiro deles, Como Fazer um Videodocumentário, já está no ar.

A Énóis faz suas formações com base em alguns eixos principais: teoria e conceitos do jornalismo, design, uso de plataformas virtuais, a cidade como espaço de intervenção, empreendedorismo na cidade, e pesquisa.

A iniciativa faz do jornalismo um instrumento educativo, viabilizando que indivíduos, independente da faixa etária ou ocupação, possam pesquisar, refletir sobre e intervir em seus territórios. Além de um mecanismo de democratização do acesso à comunicação, a plataforma online e as oficinas são espaços de ensino e aprendizagem, mobilizando os participantes a construírem o conhecimento de forma colaborativa.

Início e duração: Março de 2012 até o momento.

Local: São Paulo (SP)

Responsáveis: Amanda Rahra e Nina Wengrill

Envolvidos e Parceiros:  Ambev, Afroreggae, Catraca Livre, Interfarma, 3Film, Colégio Lourenço Castanho, Santander, Oficina de Ideias, Grupo SEB.

Financiamento:
Parte dos parceiros são os financiadores do projeto.

Principais Resultados: As formações presenciais já impactaram 150 jovens. Pesquisas realizadas pela Énóis apontam que, no geral, os participantes registraram melhorias nas notas escolares e 30% deles apresentaram avanços em Língua Portuguesa. O projeto de vídeoaulas conta, atualmente, com 620 alunos na plataforma virtual.

Contatos

Telefone: (11) 3249-1167
Site:
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