Escola Pernambucana de Circo insere juventude nas artes circenses

Publicado dia 05/02/2014

Iniciativa: Escola Pernambucana de Circo

Pública ou privada: 3º setor

Descrição: Tudo começou em 1996, no Bairro do Recife (Recife Antigo). Nesse ano, teve início o trabalho da Escola Pernambucana de Circo (EPC), com o intuito de promover a inclusão de crianças, adolescentes e jovens das classes populares por meio das artes, especificamente o circo, fortalecendo a identidade cultural, o vínculo social e os valores da cidadania.

No ano de 2000, a iniciativa se mudou para a comunidade da Macaxeira, mais especificamente no bairro do Buriti, subúrbio da zona norte do Recife, pela necessidade de mais espaço físico para a realização das atividades.

A EPC mantém três ações formativas no território e bairros do entorno: um atendimento pedagógico direcionado a crianças e adolescentes de 06 a 15 anos, um curso de iniciação às artes circenses e o Trupe Circus, destinado a jovens de 16 a 29 anos. As iniciativas, gratuitas, acontecem o ano todo.

Além do atendimento direto, a instituição, reconhecida como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura, mantém um calendário cultural em sua sede, permitindo à comunidade acompanhar as apresentações da Trupe Circus. Além disso, realizam oficinas em escola públicas e privadas e outras instituições.

A Escola Pernambucana de Circo trabalha a partir da pedagogia de circo social, que tem como objetivo promover oportunidades socioeducativas a partir do engajamento da arte e educação. O objetivo do projeto é oferecer uma formação diferenciada aos participantes e valorizar a juventude a partir de suas potencialidades e não incapacidades. Para a coordenadora Fátima Pontes, o trabalho quer estimular o protagonismo dos jovens em situações de vulnerabilidade, promover o valor artístico de cada um deles, sem descaracterizar a realidade vivida por cada um.

Organização e atuação

O  grupo artístico da EPC chama-se Trupe Circus e atua desde 2001 formando jovens de 16 a 29 anos em espetáculos com roteiros dramatúrgicos. Na vivência dos participantes estão previstas atividades de malabares, equilíbrio e acrobacias, que estimulam habilidades que contribuem para o desenvolvimento integral de cada um deles.

Esse preparo é fundamental para as apresentações da Trupe Circus. Elas acontecem na própria sede da escola, abertas à comunidade, e também em outros espaços como escolas públicas e privadas e outras instituições; movimento este feito a partir de parcerias. A cada apresentação, dependendo da demanda, os jovens chamam a atenção para temas como garantia de direitos, o direito à cidade, cidadania.

Um dos espetáculos realizados pela Trupe Circus foi o “Círculos que não se fecham”. O espetáculo foi apresentado em 2013, após pesquisa realizada pela Trupe Circus desde 2011 sobre as juventudes das periferias urbanas. No palco, treze jovens mesclaram as técnicas do circo, teatro, hiphop e cultura popular para chamar a atenção à violência sofrida pela juventude.

Confira o making off do espetáculo Círculos que não se fecham:

A Escola Pernambucana de Circo mantém um acompanhamento pedagógico de seus participantes. Isso dá a oportunidade para que crianças e adolescentes participantes venham a ser convidados para integrar a Trupe; muitos artistas do núcleo também chegam a se tornar educadores em meio ao projeto.

Início e duração: De 1996 até os dias atuais.
Local: comunidade da Macaxeira, bairro do Buriti, subúrbio da Zona Norte do Recife.
Responsáveis: Escola Pernambucana de Circo
Envolvidos e parceiros: comunidade da Macaxeira e entorno, escolas públicas e privadas e demais instituições.
Financiamento: A EPC se mantém a partir da prestação de serviços em escolas particulares. O espetáculo “Circos que não se fecham” foi patrocinado pela Petrobrás.

Contatos:
Site: http://www.escolapecirco.org.br/
Facebook: https://www.facebook.com/escola.pernambucanadecirco?fref=ts
Telefone: (81) 3266-0050

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