publicado dia 15/05/2014

Todo mundo aprende, todo mundo ensina

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O ensino aprendizagem se configura cada vez mais como um processo autônomo. Isso porque, para além dos conhecimentos cognitivos ofertados pela escola, trilhamos ao longo da vida uma trajetória de oportunidades educativas que se fortalece a partir de encontros com outras pessoas e reconhecimento de novos espaços.

Estamos a todo o tempo trocando informações, compartilhando experiências e acumulando saberes. Isso não só fortalece as habilidades individuais, como orienta a construção de saberes coletivos. Somos, portanto, aprendizes e educadores diante de um conhecimento orgânico, livre e descentralizado.

Longe de descontextualizar a escola de seu papel formativo, essas possibilidades apontam para uma corresponsabilização educacional, na qual também estão envolvidos a família, a comunidade e a própria cidade. Reside aí um dos principais fundamentos do conceito de educação integral.

Convidamos você a conhecer iniciativas que promovem a aprendizagem à luz desses elementos. É possível aprender e ensinar. Basta compartilhar seus conhecimentos e estar disposto a trocar experiências. Confira!

Conhece alguma outra iniciativa assim? Conte para a gente!

1) Encontros Inspiradores – nos.vc

Aprenda algo novo. Esse é o convite da iniciativa que tem por objetivo promover encontros que ensinem a partir do aprendizado coletivo. Funciona assim: você pode criar um encontro a partir de um conhecimento que gostaria de compartilhar; ele pode ser pago ou gratuito e acontecer no local de sua escolha. O formato é você quem define, pode ser um curso, palestra, workshop. E ele só acontece se até a data prevista tiver alcançado o número de inscritos que você esperava. O cadastro desses encontros na plataforma é gratuito. Há temas como empreendedorismo, minicursos sobre documentários, entre outros.

Nós.vc – Encontros Inspiradores from Nós.vc on Vimeo.

2) Iscola

A plataforma de ensino colaborativo te deixa livre para ensinar ou aprender o que quiser, desde conhecimentos de disciplinas, como curiosidades e até mesmo bizzarices. A ideia é divulgar uma educação informal que aconteça a partir da inspiração de cada um. Para participar é preciso fazer um cadastro, gratuito. Feito isso, você pode escolher entre aprender ou ensinar. Há temas diversos, como: fundamentos de programação, marketing nas redes digitais, workshop de gestão de equipe, jornalismo investigativo, entre outros. Cada curso apresenta seu objetivo, metodologia e programa.

Iscola from W3haus on Vimeo.

3) Cinese.me

A plataforma digital também olha para os saberes coletivos a partir da perspectiva de que para ensinar ou aprender basta compartilhar os conhecimentos. A ideia é propor encontros e unir os desejos de aprendizagem. Se você vai propor um encontro é chamado de revelador; se você quer participar de um deles é chamado descobridor. Para que essa interação aconteça é preciso fazer um cadastro na plataforma, que é gratuito. Segundo o Cinese já foram realizados 430 encontros; os temas são bem variados e vão de auto-maquiagem, a dança e finanças.

4) Ping Mind

A plataforma foi lançada com o intuito de promover a oferta cursos on-line, gratuitos ou não, para professores, alunos, escolas, universidades, ou qualquer um que queira aprender. A grande diretiva do projeto é democratizar o conhecimento. Na plataforma, é possível fazer uso de áudios, textos, links, livros, e outros recursos que facilitem o compartilhamento de suas habilidades.

O que é o Pingmind? on Vimeo.

5) Old Net

Idosos e adolescentes unidos pela informática. Essa é a ideia da iniciativa Old Net, da Associação Cidade Escola Aprendiz que, há mais de 15 anos, propõe mais do que conhecimentos técnicos sobre computadores, uma aprendizagem intergeracional. No projeto, estudantes de escolas públicas se candidatam voluntariamente para conduzirem esses encontros que, longe das salas de aula, acontecem no Café Aprendiz, espaço gastronômico da Vila Madalena, bairro da zona oeste de São Paulo.

Escolas do centro-oeste traçam caminhos em busca da inovação