publicado dia 08/01/2026

“Escola é insegura para mulheres”, diz Miriam Abramovay ao Globo

Reportagem: | Edição: Larissa Alves

🗒 Resumo: No artigo “Escola é insegura para mulheres“, publicado por Miriam Abramovay em O Globo, a especialista joga luz sobre como funciona a violência contra meninas e mulheres nas escolas e aponta caminhos para enfrentar a crise.

A violência contra meninas, adolescentes e mulheres dentro das escolas segue sendo uma crise grave e muitas vezes invisibilizada. É o que argumenta Miriam Abramovay, coordenadora do Programa de Estudos e Políticas sobre Juventudes, Educação e Gênero: violências e resistências (Flacso Brasil) e professora visitante no Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP), em seu artigo “Escola é insegura para mulheres” para O Globo, publicado nesta quinta-feira, 8 de janeiro.

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Ela explica que a escola, em vez de funcionar como espaço de proteção e emancipação, pode se tornar um ambiente onde agressões se repetem e são tratadas como “brincadeira” ou “indisciplina”, o que ajuda a normalizar um controle constante sobre o corpo e a presença das estudantes.

O texto aponta que o assédio sexual aparece de forma recorrente, de toques não consentidos a comentários e humilhações, e que, quando há denúncia, é comum a minimização ou o descrédito, alimentando silêncio e impunidade. A especialista também destaca a violência simbólica, como insultos sexistas, fofocas e julgamentos moralizantes sobre vestimenta, comportamento e aparência, que impactam autoestima, participação e permanência na escola.

Outro aspecto central é o racismo estético, que atinge sobretudo meninas negras e indígenas, por meio de ataques ao cabelo, à pele e a elementos identitários como tranças e turbantes, sobrepondo racismo e misoginia. Além disso, professoras e outras mulheres da comunidade escolar também sofrem deslegitimação, intimidações e agressões, o que reforça um cotidiano em que a violência se torna “normal”.

Miriam explica que esse acúmulo de violências cotidianas cria terreno para situações ainda mais graves, inclusive episódios recentes de ameaças e violência extrema. Para enfrentar o problema, é urgente implementar políticas públicas para formação das equipes, protocolos claros, apoio psicossocial, responsabilização e uma mudança cultural que trate a violência contra mulheres e meninas como violação de direitos, e não como detalhe da vida escolar.

Leia o artigo “Escola é insegura para mulheres” completo em O Globo.

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