publicado dia 17/04/2015

Como estruturar a política de educação integral com qualidade e equidade?

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Foi lançado na última quinta-feira, 16 de abril, o documento Educação integral: um caminho para a qualidade e a equidade na educação pública, resultado de uma construção coletiva que envolveu representantes de organizações sociais, fundações, institutos, órgãos governamentais e academia. A publicação surge com o objetivo de contribuir para o debate e os esforços de gestores públicos na estruturação das políticas de educação integral.

Embora o conceito venha ganhando mais espaço no debate público, e se tenha conhecimento de algumas experiências exitosas, ainda há inúmeras questões a serem enfrentadas para que a educação se estabeleça com qualidade e equidade. Nesse contexto, o documento surge para fazer um reajuste do que se entende por educação integral, como observa o gerente de conteúdo do Todos pela Educação, Ricardo Falzetta. “Um de nossos principais marcos, o Plano Nacional de Educação (PNE), menciona a educação em tempo integral e temos que avaliar que o tempo é um dos fatores desse arranjo, mas não o único. Falamos numa perspectiva da integralidade dos sujeitos”.

Pilar Lacerda, da Fundação SM, entende que, para isso, é necessário dispor de um projeto diferente de escola que articule melhor o tempo, o espaço e o conteúdo, e que tenha isso definido com clareza no projeto político pedagógico. Essa configuração implica também em um repensar dos componentes da gestão educacional, como financiamento, infraestrutura, parcerias, intersetorialidade, proposta curricular, contratação e formação de professores, questões que afetam diretamente a qualidade da educação ofertada.

Contemplando esses aspectos, a publicação surge no sentido de traçar um breve panorama apontando os principais desafios e relacionando possibilidades com base em aprendizados já adquiridos pelas inúmeras redes que vêm se empenhando em desenhar e pôr em prática as políticas de educação integral.

O documento faz parte de uma série de textos gerados a partir de encontros organizados pelo movimento Todos Pela Educação por meio dos chamados grupos de assessoramento, que têm como objetivo formular propostas de políticas públicas em Educação com foco na melhoria da qualidade do ensino público brasileiro.

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