publicado dia 15/04/2026
8 materiais para apoiar meninas e mulheres na escola
Reportagem: Ingrid Matuoka | Edição: Tory Helena
publicado dia 15/04/2026
Reportagem: Ingrid Matuoka | Edição: Tory Helena
🗒 Resumo: Confira materiais conceituais, guias práticos e um curso para proteger meninas e mulheres na escola e fora dela. Há conteúdos sobre violências de gênero voltados para professores e profissionais da rede de proteção, bem como os que dialogam diretamente com as juventudes.
Nas escolas, as meninas estão submetidas a diversas violências simbólicas, psicológicas e físicas. O cenário de violências de gênero afeta de forma negativa a trajetória escolar delas para 86% dos professores. Outros 71% afirmam ter notado impactos negativos para o desenvolvimento e aprendizagem das estudantes.
Os dados são da pesquisa “Livres para Sonhar? Percepções da comunidade escolar sobre violência contra meninas”, do Instituto Serenas.
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Para protegê-las, inclusive para além dos muros da escola, é preciso escuta sensível, conhecimentos qualificados e ação intersetorial.
A fim de apoiar educadoras, estudantes e profissionais da rede de proteção, o Centro de Referências em Educação Integral selecionou materiais que ajudam a identificar sinais, orientar encaminhamentos e fortalecer uma cultura de respeito e cuidado para prevenir violências.
Há conteúdos conceituais e práticos, bem como um curso gratuito e autoinstrucional, produzidos por organizações da sociedade civil e órgãos públicos.
Eles fortalecem a atuação dos adultos responsáveis, bem como o protagonismo de meninas e adolescentes. Confira a lista a seguir:
Em linguagem simples e acessível às juventudes, a Cartilha explica o que são as várias violências de gênero, como identificá-las e apoiar suas vítimas. Também traz informações sobre a legislação, como funciona a rede de proteção a vítimas de violência de gênero, bem como canais de denúncia.
Ela é voltada principalmente para estudantes e seu objetivo é fortalecer a rede de proteção entre meninas e jovens mulheres.
Voltado para profissionais da Educação e da Saúde que atuam com adolescentes, o Guia apresenta contextualizações sobre saúde, direitos sexuais e reprodutivos com foco na atuação intersetorial.
Para a publicação, a escola é espaço de promoção de direitos e cuidado integral. Portanto, também traz propostas educativas práticas para trabalho em grupo, respeitando os contextos e saberes de cada adolescente.
Voltado para meninas e adolescentes, a publicação traz dicas práticas para fortalecer o bem-estar e o cuidado pessoal e orientações para identificar e agir sobre diversas formas de violência de gênero.
O Guia também visa inspirar o ativismo das meninas e encorajar o uso de habilidades e conexões para se engajar na prevenção e enfrentamento das violências.
Voltado para profissionais da rede de proteção, o Guia traz orientações sobre como atuar na proteção de crianças e adolescentes e como proceder em caso de identificação de violências.
A publicação também apresenta dados sobre o fenômeno da violência sexual, além de sugestões de metodologias e atividades que podem ser aplicadas na escola, na saúde e na assistência social.
Gratuito e autoinstrucional, o curso de 20 horas aborda as violências que afetam as meninas, especialmente no contexto digital. O conteúdo inclui os tipos de violência mais comuns, as leis brasileiras e estratégias de prevenção por meio da Educação e acolhimento humanizado. Também explora o papel da escola como rede de proteção e como a Base Nacional Comum Curricular pode promover uma escola livre de violências.
Há textos, videoaulas e atividades obrigatórias. Todos os materiais são acessíveis e inclusivos. O curso, que faz parte do programa Escola que Protege, é voltado para profissionais da Educação, integrantes da rede de proteção e demais interessados.
O material voltado para professores traz uma série de conceitos e sugestões de atividades práticas, inclusive a elaboração de um projeto, e apoia a construção de ações preventivas, pedagógicas e intersetoriais, contribuindo para ambientes escolares mais seguros e acolhedores.
O caderno propõe uma abordagem que integra Educação em Direitos Humanos ao cotidiano escolar, conectando o tema da violência de gênero à formação para a cidadania democrática.
O guia do programa Escola que Protege aborda práticas restaurativas como ferramentas para a promoção da cultura de paz nas escolas por meio de resolução de conflitos baseadas no diálogo e na reparação coletiva.
O compromisso central é que os estudantes aprendam formas de convivência ética e respeitosa, aplicando esses valores também em outros espaços, inclusive no ambiente virtual, com fortalecimento de redes de proteção intersetoriais e reconhecimento dos estudantes como protagonistas.
O documento do programa Escola que Protege traz caminhos pedagógicos e intersetoriais para prevenir e enfrentar violências nas escolas. Sua proposta é ser um manual voltado para a ação cotidiana.
Ele aborda temas como a cultura escolar, protagonismo estudantil, formação de profissionais, práticas pedagógicas inclusivas e restaurativas, bem como formação intersetorial, ações integradas e protocolos.