Fundação Gol de Letra utiliza esporte com fins educativos em comunidades do RJ e SP
Publicado dia 28/10/2013
Publicado dia 28/10/2013
Iniciativa: Fundação Gol de Letra
Pública ou Privada: 3º setor
Descrição: Motivados em contribuir com o desenvolvimento educacional de crianças e adolescentes de comunidades em situação de vulnerabilidade, os ex-jogadores de futebol Raí e Leonardo criaram a Fundação Gol de Letra. Inaugurada no dia dos direitos sociais (10 de dezembro), a organização iniciou suas atividades na vila Albertina, capital de São Paulo, em 1998, com o programa Virando o Jogo.
O projeto, assim como todas as iniciativas da instituição, tinha como objetivo trabalhar com o conceito de Educação Integral, desenvolvendo tanto habilidades físicas e corporais, quanto aquelas voltadas à expressão oral e escrita de meninas e meninos. A iniciativa contava também com a parceria de atores sociais do poder público local e da comunidade, além de oferecer formação para jovens entre 15 e 20 anos para atuarem como monitores. Outro foco era o atendimento às famílias das crianças e adolescentes, como ação fundamental para a garantia de seus direitos sociais.
Em 2000, a organização deu um passo no atendimento às crianças e adolescentes, oferecendo também oficinas de vídeo, hip hop, teatro e fotografia, por meio do projeto A Cara da Vila, em SP.
No ano de 2001, o projeto desenvolvido em SP foi ampliado sob a mesma perspectiva para o bairro de Niterói, no Rio de Janeiro, por meio do Programa Dois Toques. Nesse projeto, os pais e responsáveis também eram envolvidos nos encontros mensais da organização, para discutir as ações de educação realizadas e as dificuldades que encontravam na comunidade. Atualmente, o Dois Toques é desenvolvido apenas no bairro do Caju, na capital fluminense.
Em 2002, a Gol de Letra foi reconhecida pela Unesco como referência entre instituições que prestam serviços a crianças e adolescentes em situação vulnerável.
Em 2002, a Vila Albertina (Zona Norte de São Paulo) ganhou uma biblioteca comunitária, a partir da formação de mediadores em biblioteca e brinquedoteca oferecida pela fundação. Abertas ao público atendido e a toda a comunidade do entorno do projeto, a iniciativa tem como objetivo promover a leitura como instrumento para o protagonismo das comunidades.
Em 2004, com a parceria de escolas onde a organização atuava, teve início o Programa Jogo Aberto, que buscava incentivar seis modalidades esportivas, utilizando o esporte como meio de aprendizagem e formação pessoal. Lideranças da comunidade passavam pela formação de monitores esportivos e, no final do período, apresentavam um projeto de promoção à cultura esportiva na comunidade.
Atualmente, cerca de 400 crianças e adolescentes são atendidas no Rio de Janeiro e quase mil em São Paulo.
A Gol de Letra possui ainda programas voltados à valorização da cultura brasileira e de incentivo à formação profissional, que conta com o apoio de diversos setores empresariais para colaborar na inserção inserção dos participantes jovens no mercado de trabalho.
Desde 2009, a instituição vem disseminando suas práticas por diversos estados do Brasil. no intuito de influenciar pessoas e organizações a realizarem processo de transformação social. É realizada uma formação, por meio de palestras e workshops e acompanhamento das instituições por até três anos.
De acordo com o site, para levar o processo de disseminação da Gol de Letra é necessário que haja uma organização local já atuante e uma empresa financiadora.
A fundação possui projetos-piloto em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Goiás, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, além da implantação do programa em uma escola em Guiné Bissau, na África.
Início e duração: 1998 até os dias atuais.
Local: Vila Albertina (SP) e bairro do Caju (RJ).
Responsáveis: Fundação Gol de Letra
Envolvidos e parceiros: Centro de Referências de Assistência Social (Cras), Centro Municipal de Saúde, escolas públicas e privadas, rede assistencial, organizações sociais, parceiros locais (Clique aqui para ver os demais apoiadores).
Financiamento: Lei de Incentivo ao Esporte, Lei de Incentivo à Cultura, Banco do Brasil, Mapfre Seguros, Banco Itaú, Adidas, Ambev, Banco Safra, Grupo Libra, Instituto de Responsabilidade Social Societe Generale, Fondation René Lacoste, Fondation Hermés, Hempel, Instituto CSH, Credit Suisse Hediging- Griffo (Clique aqui para ver os demais apoiadores).
Para o coordenador pedagógico da Gol de Letra, Felipe Ramos, a atividade esportiva traz ganhos pessoais e sociais, como a prática de trabalhar em grupo e o poder de usar e se expressar a partir do corpo. O esporte contribui ainda para a realização de atividades que necessitam de planejamento, auxiliando os participantes do projeto adquirirem esses elementos com as atividades realizadas.
A partir das atividades, foi possível fortalecer e dar autonomia às populações das comunidades onde a organização possui atuação, garantindo direitos básicos da infância e da juventude.
Foi possível perceber também maior desenvolvimento local nas comunidades onde o projeto possui atuação, já que muitos jovem adquirem formação para atuar como monitores ou para entrar no mercado de trabalho.
Clique no link para acessar a publicação “Programa Virando o Jogo – uma experiência da Gol de Letra com Educação Integral“.
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nº 170, Vila Albertina
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