publicado dia 17/09/2013

Plataformas virtuais fomentam criação de mapeamentos colaborativos

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Como construir um mapa de forma colaborativa utilizando poucos recursos financeiros e esforço humano? Foi esse questionamento que motivou o desenvolvedor web Leonardo Germani, o jornalista Breno Castro e a educadora Mariana Kz a idealizarem a plataforma de mapeamento online Mapas de Vista, em 2011.

Criada como um tema/plugin no WordPress, o Mapas de Vista é um software livre que tem como objetivo principal colaborar com projetos de mapeamento desenvolvidos por organizações de todos os setores.

Software livre

A expressão software livre diz respeito a programas utilizados na internet de código livre para que o usuário possa fazer modificações e replicar o que foi desenvolvido.

“Estamos em um momento de reconhecer nossos espaços, olhando para o entorno e descobrindo o que existe. Mapas sempre ficaram nas mãos de pessoas com poder aquisitivo e, hoje, pela primeira vez na história, podemos fazer isso sem custos, utilizando a internet”,  afirma o jornalista e idealizador do Mapas de Vista, Breno Castro.

Os mapas colaborativos são, hoje, uma ferramenta muito presente no mundo virtual. Sem custos e com funcionalidade flexível, esses mapeamentos  atraem diferentes projetos de reconhecimento do território, indo de investigações sobre queimadas na Amazônia a levantamentos culturais de uma dada cidade.

São plataformas que não só agregam grandes quantidades de informação de forma sintética, como também fomentam a produção de conhecimento sobre uma região específica, tornando mais agradável a pesquisa e interação dos usuários com o território em questão.

A tecnologia é fundamental para que essas novas ferramentas sejam estratégias de comunicação e mobilização. Mas a relação com as pessoas  do espaço mapeado pode fazer toda a diferença. “O potencial de tudo que você faz dobra quando as pessoas do “chão” [mapeado] são conquistadas fora da plataforma virtual. Se quer ter colaboração constante, não vejo outra forma senão o engajamento local”, é o que afirma Gustavo Faleiros, bolsista de jornalismo de dados pelo Knight do Centro Internacional de Jornalistas e desenvolvedor da plataforma Mapas Coletivos.

Para Faleiros, esse tipo de ferramenta também pode ser benéfica em processos de aprendizagem escolar a partir de demandas da própria escola ou de seu entorno. As escolas podem realizar, por exemplo, gincanas de percepção e mapeamento nas quais podem tirar fotos, utilizar celulares com GPS ou, simplesmente, trabalhar com instrumentais mais simples, como desenhos, para depois acrescentar as informações na plataforma digital.

Principais resultados

Já são diversos exemplos de mapeamento construidos a partir no Mapas de Vista pelo Brasil, utilizado por empresas, pessoas físicas ou órgãos públicos. Exemplo disso é o Mapa da Cultura de Fortaleza (CE), criado no ano de 2012 pela Secretaria de Cultura do município em parceria com a  Casa de Cultura Digital (CCD).

Mapeamento tecnológico em escolas

Veja o mapeamento Escola e Tecnologia, que mostra quais são as escolas da cidade de São Paulo que possuem ferramentas tecnológicas. (Veja aqui)

De acordo com um dos responsáveis do projeto em Fortaleza e integrante da CCD, Miguel Peixe, a utilização do Mapas de Vista pode ser um ponto positivo para a otimização de custos, uma vez que o usuário precisa apenas customizá-la conforme sua demanda. “A demanda de mapeamento da área de dados está crescendo, e é importante que seja suprida de uma maneira fácil e o mapa parte tanto da relação de afetividade com o espaço, quanto para reportar problemas de qualquer instância”, afirma Peixe.

A grande vantagem desses espaços virtuais é a gratuidade e o fácil manuseio. No caso do Mapas de Vista basta baixar a plataforma, instalar em um servidor e começar a produzir seu mapa. (Descubra como aqui. )

Conheça também outras plataformas de mapeamento: Wikimapa, Mapeamento Digital Guiado pela Juventude – UNICEF GISBuracômetroRadar RJ G1Revisão do Plano Diretor de São Paulo.

Por Jéssica Moreira

 

Documento defende uso das TICs em escolas latinoamericanas