publicado dia 12/12/2013

“Gestor que acha que educar é colocar os alunos em frente à lousa, nunca fará Educaçao Integral”.

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Jaqueline Moll. Créditos: Agda Sardenberg

Jaqueline Moll. Créditos: Agda Sardenberg

Os desafios da implementação da Educação Integral nas escolas públicas do Brasil. Esse foi um dos focos de discussão do 2º Fórum de Educação Integral em Pernambuco, que teve início nesta quinta-feira (12/12) e vai até sexta-feira (13).

“Um gestor que acha que educar é colocar os alunos em frente à lousa e fazê-los copiar, nunca fará Educação Integral, que exige o respeito e resgate da história das nossas comunidades e pelo que nós somos. Precisamos reinventar o cotidiano das escolas”, apresentou Jaqueline Moll, diretora de currículos da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (SEB- MEC).

Apresentação cultural durante evento. Créditos: Agda Sardenberg

Apresentação cultural durante evento. Créditos: Agda Sardenberg

Ela ressaltou ainda a importância da realização do seminário, que busca fomentar diálogo entre a concepção e a prática de políticas públicas voltadas à Educação Integral. “Não se faz políticas públicas nos gabinetes. Os gabinetes estabelecem as normativas, os recursos, mas se no cotidiano das escolas as pessoas não abraçarem essas ideias, as políticas não acontecem.”

Jaqueline apontou também que não se deve estabelecer comparação entre diferentes sistemas educacionais que sempre terão condições sociais distintas. “É preciso resgatar o investimento que cada país fez em educação, analisando o valor aluno per capita, o salário do professor”, apontou.

Realizado pelo Comitê de Educação Integral de Pernambuco – em parceria com MEC, Programas Mais Educação e Escola Aberta, da UFPE, UFRPE e UNDIME -, o evento reúne cerca de 700 pessoas, entre secretários municipais e estaduais de Educação, coordenadores, gestores escolares, professores e oficineiros do Programa Mais Educação e da Ação Escola-Comunidade.

Com colaboração de Jéssica Moreira