publicado dia 02/03/2026

Como planejar com equidade na Educação Integral?

Reportagem:

🗒️Resumo: Com foco no planejamento inicial, no diagnóstico das turmas e na criação de planos de aula na Educação Integral, a live Hora do Intervalo recebeu as especialistas Ana Paula de Pietri (Centro de Referências em Educação Integral) e Maria Antônia Goulart (Centro de Referência em Educação Inclusiva Sesc Senac RJ).

O planejamento e o diagnóstico inicial é fundamental para organizar o que vai acontecer durante o tempo em que professores e estudantes ficam juntos. Mas como considerar a justiça curricular e a equidade durante o planejamento? O que é preciso para preparar planos de aula mais significativos para todos?

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Ana Paula de Pietri, formadora do Centro de Referências em Educação Integral, e Maria Antônia Goulart, Diretora do Centro de Referência em Educação Inclusiva Sesc Senac RJ, trazem orientações e dicas para os professores na live Hora do Intervalo.

Quem participou da live

Ana Paula de Pietri é formadora pelo Centro de Referências em Educação Integral e professora de Biologia na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Doutora pela UNESP, possui pós-doutorado pelo Instituto Butantan e pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

Maria Antônia Goulart é Diretora do Centro de Referência em Educação Inclusiva Sesc Senac RJ. É bacharel em Direito pela UNB e fez mestrado em Saúde Coletiva pelo IFF/Fiocruz. Co-fundadora do Movimento Down e Fellow do Programa de Aprendizagem Criativa do MediaLab/MIT.

Onde assistir a live Hora do Intervalo

Realizada pelo Centro de Referências em Educação Integral, a live Hora do Intervalo é mensal e busca jogar luz em conceitos e discussões fundamentais para a agenda da Educação Integral e do Tempo Integral nas escolas.

É possível acompanhar a transmissão ao vivo pelo perfil do Instagram do Centro de Referências em Educação Integral.

Posteriormente, a live também fica disponível no canal do YouTube e do Spotify:

Educação Integral, planejamento e equidade

Com experiência na formação de professores, Ana Paula de Pietri ressalta que o diagnóstico é fundamental para o trabalho acontecer em sala de aula. Na perspectiva do desenvolvimento integral e visando a equidade, é preciso ampliar o olhar e ir além de aplicar um instrumento para aferir a aprendizagem, alerta a especialista.

“Para além de aferir as aprendizagens, saber sobre a história de vida, desejos e culturas dos estudantes se soma ao planejamento. Na perspectiva da Educação Integral, a equidade é norteadora de todas as práticas. Seja no planejamento, na construção do currículo ou na avaliação, reconhecer os estudantes nos ajuda a planejar práticas equitativas”, disse Ana.

“Outro ponto, além do foco na equidade, é escolher as metodologias. Quando conheço os estudantes, consigo planejar com diversidade metodológica para atender a todos. Dentro da metodologia, prever muitos espaços de participação e trocas, porque é assim que se constrói comunidades de aprendizagem, como diz bell hooks, em sala de aula”, explica.

Já Maria Antônia Goulart chama atenção para a Educação Inclusiva, ressaltando que é preciso não se limitar ao laudo do estudante na hora do planejamento pedagógico.

“É de fato se aproximar de como o estudante é, com quem ele chega, quais são os interesses dele, como ele se relaciona com o grupo, quais são os desafios que ele tem. É a partir do olhar integral para o estudante é que vamos pensar nas ações pedagógicas. O maior desafio é como colocar todo mundo para aprender junto”, relata Maria Antônia.

Justiça Curricular e Educação Integral 

Como planejar com equidade na Educação Integral

Planejar visando a Justiça Curricular e apostando na flexibilização do currículo são orientações das especialistas.

Crédito: Istockphotos

Ana Paula explica que Justiça Curricular é um conceito presente nas Diretrizes Operacionais Nacionais da Educação Integral (Resolução CNE/CEB nº. 7/2025), que deverão nortear os planejamento de todas as escolas e redes que atuam com o Tempo Integral na perspectiva da Educação Integral.

“Um plano de aula ancorado na Justiça Curricular e na flexibilização do currículo é antirracista, anticapacitista e permite que todos aprendam. Uma dica que eu posso deixar é se debruçar sobre essa discussão para ajudar a pensar em planos de aula equitativos”, compartilha a educadora.

Já Maria Antônia refletiu sobre a importância das trocas entre pares e da diversidade nas salas de aula.

“Só mesmo na possibilidade de pessoas diferentes construírem juntas o conhecimento é que, de fato, se produz uma aprendizagem real. O mais importante é desenvolver habilidades como pensamento critico, colaboração, isso é feito por meio de trocas com os pares, de modo a enriquecer o processo. Os grupos precisam ser diversos”, defende a especialista.

 

 

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