MEC anuncia grupo de trabalho para identificar práticas inovadoras na educação básica

O Ministério da Educação (MEC) instituiu, na última terça-feira (23/06), um grupo de trabalho (GT) nacional que terá a missão de identificar “práticas inovadoras para a criatividade na educação básica brasileira”. A medida foi anunciada pelo ministro Renato Janine Ribeiro e está regulamentada pela portaria 751, de 21 de julho de 2015. O Centro de Referências em Educação Integral foi convidado a integrar o GT, na figura de sua coordenadora, Natacha Costa, e de Anna Penido e Maria Antônia Goulart, do Instituto Inspirare e Movimento de Ação Social (Mais), respectivamente.

O grupo possui três atribuições principais: monitorar o desenvolvimento da iniciativa para inovação e criatividade na educação básica; ratificar documentos de referência sobre inovação e criatividade e, por fim, organizar grupos de trabalhos regionais.

Com relação aos integrantes, o GT será formado por seis representantes do Ministério e outras dez lideranças educacionais. Também haverá grupos regionais, coordenados por esses especialistas, cujo objetivo é mobilizar professores, estudantes, pais, comunidade e governos locais em torno da questão da educação e inovação.

Quem está no GT?

- Marcio Meira, assessor especial do Ministro da Educação
- Ítalo Modesto, representante da Secretaria de Educação Básica (SEB)
- Cláudia Guimarães, representante da Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi)
- Natacha Costa, diretora da Associação Cidade Escola Aprendiz, organização que operacionaliza o Centro de Referências em Educação Integral
- José Pacheco, idealizador do Projeto Âncora
- Lucineide Pinheiro, professora da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa)
- Glauce Gouveia, articuladora do Comitê de Educação Integral de Pernambuco junto à Fundação Joaquim Nabuco
- Claudia Sant’anna, designer da Ecohabitare Projetos e Gaia Escola
- Silvana Vitorassi, gerente do departamento de proteção ambiental da Itaipu Binacional
- Sueli de Lima, coordenadora da Casa da Arte de Educar e professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)
- Maria Antonia Goulart, coordenadora geral do Movimento de Ação e Inovação Social (Mais)
- Lucia Alvarez, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
- Anna Penido, diretora do Instituto Inpirare
- Suzana Veríssimo, assessora do Gabinete do Ministro da Educação
- Karla Monteiro, assessora do Gabinete do Ministro da Educação

O trabalho se iniciará com uma chamada pública, prevista para o mês de setembro, em que as instituições educativas poderão descrever as ações que realizam, dentro da perspectiva de uma educação inovadora e criativa. Elas serão analisadas pelo MEC e algumas instituições poderão ter suas práticas publicadas em uma plataforma, em construção. “Queremos conhecer o perfil da inovação, onde ela acontece, quem são os agentes responsáveis, qual o protótipo dessa instituição educativa inovadora. E a partir disso confluir para essa rede várias políticas para além das do próprio Ministério, como das universidades, ONGs e governos locais”, explica a assessora especial do Gabinete do Ministro da Educação e coordenadora do GT, Helena Singer.

Dimensões da inovação

Para Helena, o reconhecimento das práticas educacionais inovadoras integra mais uma das tarefas do MEC. Uma delas, de caráter quantitativo, visa a incluir todas as crianças e adolescentes na escola; outra, de cunho qualitativo, atua no sentido de garantir a qualidade da educação ofertada; por fim, uma tarefa de caráter criativo que tem natureza um pouco diferente das demais. “Não queremos universalizar a inovação, mas descobrir o que o Brasil já faz nesse sentido e criar referências para uma possível transformação da escola”, esclarece.

Para que o reconhecimento dessas práticas inovadoras ocorra, as escolas deverão apresentar experiências no campo da gestão escolar, currículo e ambiente físico, segundo definido pelo GT.

“Do ponto de vista da gestão, esperamos encontrar práticas que tenham desenvolvido um processo de corresponsabilização, envolvendo estudantes, pais, professores e comunidade na formação do projeto político pedagógico e, a partir disso, estabelecido uma relação de significado com a instituição de ponto de vista da sua organização. No aspecto curricular, estamos olhando para a promoção do desenvolvimento integral e para a promoção da sustentabilidade social, econômica, ecológica e cultural, capaz de estabelecer com o indivíduo uma relação de produção de conhecimento e cultura. Para o ambiente físico, queremos espaços capazes de mostrar e manifestar o projeto pedagógico ali desenvolvido, e que ancoram relações humanas dialógicas, responsivas, voltadas para o bem estar de todos e capazes de mediar conflitos”, descreve Helena.

A expectativa é que esse mapeamento possa ser finalizado até final do ano para dar seguimento à próxima etapa: começar a implementar políticas e programas que fortaleçam essas experiências e definam diretrizes para as políticas educacionais brasileiras.

Deixe um comentário!

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

32 COMENTÁRIOS

  1. Patricia Keli de Mello Rodrigues disse:

    Olá, gostaria de saber se mesmo que a escola não tenha tido muitas práticas inovadoras,mas há vontade e consciência de fazer algo para reverter o quadro e oferecer uma educação de melhor qualidade, seria possível estar implantando essa perspectiva na instituição?Sou professora da rede estadual de Santa Catarina, na nossa escola estamos mobilizando a equipe para uma nova educação,frente a uma nova perspectiva, porém precisamos de muito apoio e orientação para que possamos levar a ideia adiante….abraços…aguardo contato.

  2. CLÁUDIA CUNHA MELO BARROS disse:

    Gostaria que a escola que trabalho participasse do GT estamos reestruturando um trabalho pedagógico e de gestão, que apresenta características inovadoras.

  3. Gostaria de obter informações de como compartilhar uma experiência bastante inovadora que acontece no Vale do Capão. Temos aqui uma escola de educação infantil e Fundamental I que inova tanto na gestão da escola quanto na construção e execução da proposta sócio pedagógica.

  4. Lilian Pavesi disse:

    Sou uma educadora brasileira no USA, estou desenvolvendo um projeto de Oficinas de verão: 1,2,3, Vamos falar Português, que visa ensinar e aprender brincando, despertando a curiosidade, a socialização e a afetividade natural do ser humano, através de brincadeiras, contação de historias, jogos, dinâmicas de grupo, teatro, atividades artísticas e culturais, nosso principal objetivo e resgatar o interesse das crianças pela cultura brasileira e pelo Português língua de Herança.
    Estarei atenta para as praticas inovadoras, que servirão de estímulos para o meu trabalho.

  5. Eliane Conceição Marques Vieira disse:

    Eu trabalho como Coordenadora de uma Instituição Particular de Ensino e gostaria de saber como nós poderemos participar deste grupo de trabalho e se se estas instituições educativas serão somente as públicas.
    Grata,
    Eliane

  6. Eliane Conceição Marques Vieira disse:

    Eu trabalho como Coordenadora de uma Instituição Particular de Ensino e gostaria de saber de que forma poderemos participar deste grupo de estudos.

  7. Josane Batalha Sobreira da Silva disse:

    Tenho uma prática para compartilhar. Gostaria de manter-me informada de como isso irá acontecer.

  8. Dafne Melo disse:

    Car@s,

    A todos/as que perguntam como divulgar as práticas inovadoras de suas instituições, esclarecemos que, conforme está na matéria:

    “O trabalho se iniciará com uma chamada pública, prevista para o mês de setembro, em que as instituições educativas poderão descrever as ações que realizam, dentro da perspectiva de uma educação inovadora e criativa. Elas serão analisadas pelo MEC e algumas instituições poderão ter suas práticas publicadas em uma plataforma, em construção”.

    Por isso, pedimos que aguardem mais informações. O Centro de Referências em Educação Integral divulgará, em setembro, a abertura das inscrições.

    Att.
    Equipe do Centro de Referências em Educação Integral

  9. Deborah BIttencourt disse:

    Muito bom para nós estudantes e profissionais da educação. Trabalho com a disciplina de Língua Portuguesa 7 °anos séries finais fundamental. Tentamos uma experiência contextualizada pela diversidade de gêneros e,interdisciplinar sob o tema cidadania. Seria pertinente orientações. C.E Colares P.Grossa.
    O Espaço que venho utilizando é a página social:facebook

  10. Oscar Cardoso De Paula disse:

    Estou certo que professores, alunos e Comunidade, potencialmente, manifestam diversas ideias, trabalhos e ações criativas para a educação. Mas, em que medida as Instituições Educacionais públicas realmente criam espaços e condições para o desenvolvimento dessas propostas? Busco na educação a formação comum de grupos envolvendo estudantes, professores, servidores da Instituição de Ensino e membros da Comunidade na leitura, coordenação e transformação das suas condições de existência. Parte desse grupo relata em sala de aula com muita facilidade os desafios, as necessidades e problemas que enfrentam com o início e continuidade dos estudos, trabalho e vida. Mas, a totalidade não encontra espaços, condições e situações nas quais possa buscar soluções. Trabalho com a aproximação da Escola, Instituições e Comunidade, registro grande dificuldade para gestão de espaços comuns de diálogo, participação, criatividade e resoluções dos problemas que envolvem a educação, o trabalho e Comunidade. Espero que o trabalho do MEC possa também, contribuir de forma criativa e inovadora com a leitura e transformação das condições de existência de várias Escolas e Comunidades.

  11. Juarez Melgaço Valadares disse:

    Em minha visão a inovação pedagógica revela-se pelo protagonismo dos sujeitos em seus locais de trabalho. As respostas às seguintes perguntas: Quem educa? Quem é educado? O que é educar? traz a reflexão sobre a inovação em cada projeto. A inclusão de todos, e o acesso a um projeto de formação que leve em consideração não apenas o domínio dos conteúdos, mas também a dimensão do agir e da participação solidária, as formas de socialização, e o fortalecimento dos sujeitos fornecem um caminho para se pensar novas práticas. Bom trabalho a todos/as dessa comissão.

  12. iara leme russo cury disse:

    É interessante a proposta do GT. Na escola sempre estamos buscando caminhos para melhorar a aprendizagem e desenvolver estratégias que promovam maior motivação aos alunos, especialmente no Ensino Médio. Para acompanhar os trabalho do GT gostaria de ter clareza sobre os caminhos e as formas de comunicação e interação com os membros. Há no Brasil esta preemência em estreitar as relações entre a unidade (escola) com o global (as esferas das políticas públicas).

  13. Diogo Gomes Novaes disse:

    Vejam um exemplo de prática inovadora do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Uberlândia:

    http://globotv.globo.com/rede-globo/como-sera/t/edicoes/v/estudantes-de-uberlandia-criam-projeto-que-recebeu-reconhecimento-em-feiras-internacionais/4361363/

  14. Lideramos um projeto inovador, centrado na educação do Ser na Comunidade, nossas vivencias e aprendizados se centram na vivencia das praticas permaculturais, da vida e as tarefas de uma casa do campo, estamos educando-nos com as crianças e as famílias, para sustentabilidade, para a cura do planeta, somos uma “Escola Livre” fora da rede publica, fora das salas de aula, inseridos na vida, com uma proposta para acompanhar a autoeducação de famílias e crianças da rede publica, das escolas particulares e em praticas de desescolarização, nossos projeto é para todos que posam vir a frequenta-lo, somos uma “Aldeia Pedagógica” que gera seus próprios conhecimentos, perguntas e ações no acontecer de cada dia, Caminhando ao SoL.
    Como nosso projeto será contemplado para participar?

  15. ROSEMARY APARECIDA PEREIRA disse:

    QUERO TER MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O GT

  16. Rosana Salles disse:

    Iniciativa “maravilhosa” do MEC.
    Há trabalhos inovadores pelo nosso Brasil que precisam ser reconhecidos e divulgados. É mais do que urgente a necessidade de “remodelar e renovar nossa educação pública”, torná-la “mais humana e humanizante”.
    Parabéns a todos da Equipe do GT. Especialmente, ao ministro da educação por incluir também nesse grupo, o Prof. José Pacheco, que possui vasta experiência no assunto, com a Escola da Ponte (Portugal) e o Projeto Âncora (Brasil). Que há tempos caminha por municípios brasileiros compartilhando suas experiências e conhecimentos com muita humildade e sabedoria.
    Sucesso nesse trabalho!!!

  17. Olá!
    Gostaria de conhecer os critérios adotados para considerar uma prática inovadora e a fundamentação teórica sobre inovação.

    Com o desejo de um bom trabalho!
    Mara – Santa Maria – Rio Grande do Sul

  18. Oportuno ( por la coyuntura mundial de creación de NUEVOS y por la brasileña de crear o recrear una educación integral a tiempo integral, de calidad ) e interesante grupo de trabajo, que desea descubrir en el presente educativo brasileño, lo NUEVO, lo INNOVADOR!!!, que ya existe o puede provocase.

  19. Rita de Cássia Martins disse:

    Boa noite!
    Gostaria de confirmar se poderão se inscrever práticas inovadoras com a Educação Infantil. Temos algumas muito boas no município de Curitiba.
    Obrigada
    Rita de Cássia

  20. Deborah Gorla Rocha disse:

    Como faco para mandar um email diretamente para a equipe? Quero compartilhar algumas coisas que talvez sejam do interesse.
    Grata
    Deborah

  21. Dilza Catarina de Souza silva disse:

    Sou professora da rede Municipal Ensino capital Cuiabá e atuo como articuladora na Emeb. Prof.ª Maria Dimpina Lobo Duarte. Na minha comunidade a educação de tempo integral é de grande valia para o nosso alunos. Nas oficinas são repassados conhecimentos diversos, entre eles, danças regionais, lutas do karatê e seus movimentos, percussão com diversos instrumentos, educação ambiental, orientação para os estudos e leituras de forma lúdica, esportes e lazer e outras, onde posso constatar que os alunos participam de forma espontânea e natural. Mais para essas ações é necessário incentivo e repasse do governo Federal com seus devidos convênios para dar continuidade e contribuir para melhoria do ensino. Gostaria de saber o motivo do atraso do repasse para as escolas municipais de Cuiabá MT.

  22. Sirlei Viegas disse:

    Gostaria de saber mais dessa chamada de Práticas Inovadoras, como funciona? se é um curso ou estágio, não entendi muito como participar. Onde será? por favor me dá mais informações. Sou do Rio Grande do Sul cidade de Canoas. Trabalho em uma escola com um projeto sobre Meio Ambiente, e a escola está tentando fazer práticas inovadoras, mas acredito que esta precisando de mais experiências e formação para que seja desenvolvido com sucesso.
    Atenciosamente;
    Sirlei.

  23. aparecida soares carneiro disse:

    Prezados,

    trabalho com formação de professores com práticas pedagógicas alternativas. Meu foco é escola pública, mas sou pessoa jurídica. Posso participar mesmo assim? Também faço parte de um ong, posso fazer por ela caso empresa não possa?

    Att.
    Cida CArneiro

  24. Celia Vicente disse:

    correção: a matéria não fala sobre o processo de inscrição!

  25. Não encontramos o edital ou referências para atender à chamada sobre as iniciativas em criatividade, nem como enviá-las.
    Como devemos fazer?
    Agradecemos
    Doris Walther