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REDUÇÃO DA DESIGUALDADE

Quando os alunos olham para o território e se propõem a pensar em soluções.

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Plantão Pedagógico

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Prática elaborada por Nadja Arruda, professora de História, e co-realização de Erick Simões, professor de Programação, Fernando Fernandes, professor de Multimídia, Oberdan Alves, professor de Programação, Rafaela Rolim, professora de Língua Portuguesa, e Vivian Brandão, professora de Matemática, do NAVE Recife

PLANO DE VOO

Essa prática é pautada pela experiência da escola com a comunidade Beira Rio de Boa Viagem, em Recife, quando os alunos identificaram a necessidade da comunidade e organizaram um evento com a presença de advogados e profissionais da saúde para esclarecimento de dúvidas a respeito do tema levantado.

Além de ter por base o Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU de redução das desigualdades, o projeto também está alinhado às habilidades de cidadania e empatia da BNCC.

“O intuito é despertar no aluno a preocupação com o outro e ajudá-los a entender que é possível fazer algo sobre a desigualdade”, diz Nadja Arruda, professora idealizadora.

Crédito: Carlos Fernando - Guanabaratejo
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Pilotando

1. Promova debates preliminares

Para começar, sensibilize os estudantes a partir de conversas e debates sobre desigualdade social no Brasil: apresente suas raízes e consequências. Convide os demais professores a contribuírem com o tema e, se possível, para também trabalhar o assunto em suas disciplinas. Questione o papel da escola, dos docentes e alunos. A partir dessa conversa, convide os interessados a participarem do projeto.

2. O contato com o território

Peça que os estudantes reflitam sobre como a desigualdade está expressa no território do entorno da escola. Para isso, leve-os para caminhadas pelo bairro e incentive o diálogo com os moradores. Depois, peça para que organizem suas observações, debatam e decidam com qual questão desejam trabalhar.

3. Inicie as conversas

O professor ou gestor da escola deve entrar em contato com a comunidade, explicar o projeto dos alunos e perguntar se estão dispostos a participar. Caso a resposta seja positiva, agende uma data para que se encontrem.

Na sequência, auxilie os estudantes a prepararem a pauta da conversa. É importante deixar claro que o papel deles neste momento é ouvir e observar, e não propor soluções ou chegar com ideias prontas. A ideia é investigar as causas do problema e, principalmente, o que essas pessoas precisam ou desejam.

4. Pensando em soluções

Após a conversa, reúna os estudantes e dialogue sobre as impressões que tiveram e sobre o diagnóstico do problema. Em seguida, inicie uma chuva de ideias para decidir quais ações são de fato viáveis. É muito importante que as ações sejam pensadas e executadas de forma colaborativa para garantir sua sustentabilidade. Por fim, peça que estruturem a ideia, validem o projeto com a comunidade e se mobilizem para realizar as ações.

Equipagem

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