Experimentação
Práticas

Criação livre

As práticas de criação livre são atividades que têm como objetivo o engajamento dos estudantes em explorações individuais e/ou coletivas, promovendo a experimentação “mão na massa” de conteúdos curriculares dos campos das Artes, Ciências e Tecnologias. Os estudantes são envolvidos em uma prática livre, lúdica e investigativa que utiliza materiais de baixo custo. Essa experimentação está desvinculada de metas pragmáticas, permitindo que os alunos descubram seus próprios interesses, explorem e desfrutem livremente de suas habilidades.

Essas práticas são pertinentes quando o educador tem a intencionalidade de oportunizar que os estudantes usem os materiais de forma não direcionada. A expectativa não é a aprendizagem específica de conteúdos e habilidades, mas cultivar o hábito e a atitude da criação com as mãos na massa. Esse tipo de vivência pode ou não gerar projetos mais extensos; o importante é a liberdade de testar, experienciar, errar e criar novamente.

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Confira matérias e tutoriais no site do Movimento Tinkering Brasil.

Na modalidade criação livre, o que está em foco é, principalmente, proporcionar momentos de experimentação sem objetivos predefinidos. Em inglês, Tinkering é o termo para essa prática que acontece quando o aluno é motivado a experimentar algo que não conhece e nem domina bem, impulsionado pelo desejo, pela imaginação e pela curiosidade. Quando a prática ocorre livremente, não havendo instruções a seguir, também não há fracasso e nem jeito certo ou errado de se fazer as coisas. Trata-se de oportunizar um espaço para crianças e jovens descobrirem como as coisas funcionam, desconstruí-las e reconstruí-las.

Quando permitimos que as crianças façam experimentações, corram riscos e brinquem com suas próprias ideias, damos autorização para que confiem em si mesmas. Elas passam a se enxergar como estudantes que têm boas ideias e que podem transformar suas ideias em realidade”. (Publicação “Invent to Learn”, p.36)

Como fazer

Planeje

Implemente

Avalie

Confira aqui no site Sítio do Astronauta alguns tutoriais de atividades mão na massa e desenvolva com seus alunos.

Institucionalize

Dica   A fita adesiva condutiva pode ser comprada pronta (em rolos) ou confeccionada pelo mediador e/ou os participantes da atividade, utilizando tiras de papel de alumínio com fitas dupla face. Com estes materiais, podem ser confeccionados origamis com LEDs, maquetes com LEDs, fios elétricos e motores simples, placas fotovoltaicas, entre outros.

Materiais necessários

Aprendendo com quem faz

Instituto Catalisador

O Instituto Catalisador é uma associação sem fins lucrativos, criada em julho de 2015, a partir de um interesse de trazer a ciência para o cotidiano das crianças, reconhecendo e valorizando os questionamentos que elas apresentam diante de tudo que observam no seu dia a dia. Inspirados pela intersecção de diversas áreas do conhecimento, os projetos valorizam a convergência de diferentes linguagens. Entusiasmado pelos princípios da Aprendizagem Criativa, o Instituto Catalisador tem se dedicado a levar a cultura mão na massa para dentro de escolas públicas e outros espaços educativos. Tem, como missão, contagiar um número significativo de educandos e educadores que, por meio de experiências de Aprendizagem Criativa, podem se tornar sujeitos autores de seus próprios percursos, além de agentes de transformação individual e social.

O Blog Fazedores traz várias novidades e dicas sobre assuntos relacionados ao movimento maker. Confira.

Como exemplo do trabalho desenvolvido pelo Instituto Catalisador, estão as práticas de Circuitos Criativos, desenvolvidas em parceria com as EMEIs e os Fab Labs do CEU Anhanguera, Galeria Olido e Chácara do Jockey. Atividades mesclando brincadeiras tradicionais e tecnologias digitais trazem as oficinas de circuitos elétricos em papel, com fita condutora e LED. Nestas práticas, um circuito simples é montado sobre papel, e elementos como bateria, LED e fita condutora são introduzidos. O circuito é montado na forma de cartão, e os participantes podem interagir com o circuito, customizando seu cartão com desenhos. Também são realizadas oficinas de circuitos elétricos com massa de modelar. O material, encontrado em supermercados, é condutor – o que permite que circuitos elétricos sejam usados nas atividades. Com o auxílio de baterias e LEDs, completa-se o circuito. Esta é uma atividade que tem muito apelo com crianças e jovens de idades bem variadas.

Veja fotos das atividades e acompanhe os cursos e práticas pelo Catalisador aqui.

Como implementar a cultura maker na educação

A empresa Makers sistematizou uma série de práticas que passou a desenvolver junto às escolas em várias partes do País. O fundador da consultoria, Ricardo Cavallini, acredita que, seja qual for o método de ensino, a escola pode tirar proveito da cultura maker e de suas tecnologias, mas é preciso fazer adequações. Conheça, nesta publicação, as várias possibilidades de atividades a serem promovidas pelas escolas.