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FOTOGRAFAR É CONTAR UMA HISTÓRIA

A fotografia como ferramenta para desenvolver a habilidade de narrar histórias.

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Plantão Pedagógico

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Prática elaborada por Winston Sacramento, do NAVE Rio

PLANO DE VOO

Entendendo que fotografar é fazer uma leitura, um recorte do mundo, os estudantes elaboraram e narraram histórias ficcionais a partir de fotos que eles mesmos produziram.

Além do refinamento do olhar do aluno e o aprimoramento do texto, o objetivo é desconstruir o mito de que a elaboração de narrativas exige talento especial, algo singular, mostrando que essa competência é fruto também da aprendizagem, do estímulo e da prática.

“A prática mostra que fotografar é fazer um recorte de realidade e contar uma história. Por meio desse exercício, a postura dos alunos diante da escrita vai ganhando firmeza, adquirindo maturidade”, diz Winston Sacramento, professor idealizador.

Foto: Carlos Fernando Guanabaratejo
Foto: Carlos Fernando Guanabaratejo
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Pilotando

Produção da coletânea

Nesta primeira etapa, os alunos devem produzir suas próprias fotografias (pode ser por meio de câmeras profissionais ou celulares) ou coletá-las de diferentes mídias (jornais, revistas, sites). Uma sugestão é demandar aproximadamente 10 fotografias para cada tipo de enquadramento: plano geral, plano médio e plano detalhe. Outra preocupação deve ser a diversidade de cenas retratadas, isto é, que as imagens contemplem pessoas, objetos e situações.

Elementos estruturantes

Quais são os elementos presentes nessa produção de imagens que compõem o fio lógico e estruturam essa narrativa? Os alunos devem analisar e apontar nas imagens questões como “o quê, onde e como”. Vale lembrar que a imaginação deve permear todo este processo. Os alunos não estão construindo textos documentais, mas ficcionais.

Roteirização

De caráter mais técnico, a roteirização pressupõe a descrição da narrativa atendendo aos critérios de coerência e coesão textual. Os estudantes podem compor seus relatos a partir de uma única foto ou da combinação de várias imagens.

Filmagem

Com o roteiro pronto, é hora de filmá-lo. O resultado audiovisual não precisa ser extenso, já que o aluno também deve exercitar sua capacidade de síntese. Aconselha-se algo com 1 minuto de duração. Uma referência para esta etapa são os vídeos produzidos pelo Festival do Minuto.

Produção coletiva

Também é possível propor a construção coletiva de narrativas. Todos os alunos fotografam e, posteriormente, fazem um grande círculo onde espalham o material, aplicando o método de trabalho coletivo da “sala de roteiristas”, em que todos têm voz e opinam no desenvolvimento da história.

Equipagem

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