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ANÁLISE CRÍTICA DA INFORMAÇÃO

Desenvolvimento do censo crítico a partir das diferentes abordagens dos meios de comunicação sobre um mesmo tema.

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Plantão Pedagógico

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Prática elaborada por Jonathan Caroba, do NAVE Rio

PLANO DE VOO

A prática propõe uma análise crítica dos meios de informação. Essa análise acontece a partir da comparação entre as abordagens dadas pelos diferentes veículos de comunicação a um mesmo tema. O objetivo é evidenciar para os alunos as construções ideológicas que perpassam os discursos presentes em seu dia a dia.

Outra proposta é mostrar aos estudantes como é necessária certa criticidade ao consumir notícias e discursos, sejam estes veiculados pela grande imprensa, veículos especializados ou pelas redes sociais. Entre os resultados da prática está a construção de análises mais bem fundamentadas e melhorias da técnica de argumentação. Além disso, torna-se evidente a necessidade de pesquisas com fontes diversas e confiáveis.

“As opiniões começam a ficar menos no “eu acho” e mais bem embasadas. Isto é usar a mídia como um método de aprendizado”, diz Jonathan Caroba, professor idealizador.

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Pilotando

Escolha um tema

Eleja uma temática que mobilize a turma e tenha relação com seu cotidiano. Temas muito amplos podem dificultar uma análise mais objetiva. Logo, o interessante é que haja um recorte mais específico. Alguns exemplos: o papel da mulher na política, a violência nos grandes centros urbanos, a crise dos refugiados no mundo.

Faça uma coletânea

Separe peças de comunicação sobre o tema escolhido de diferentes mídias (impresso, digital, áudios, iconografias) e voltadas para públicos também distintos (mulheres, executivos, veículos de bairro, de grande circulação, etc.). Quanto mais ampla for essa coletânea, maior será a diversidade da mensagem e dos olhares sobre o tema. A contribuição dos alunos com materiais é muito bem-vinda.

Organize os grupos

Separe a turma em duplas ou trios e distribua os materiais entre eles.

Análise

Os alunos devem discutir entre si e registrar suas análises. Peça para que apontem as semelhanças e diferenças entre os produtos de comunicação. A cada rodada, os grupos podem mudar o foco da análise. O professor pode também sugerir critérios para tal: ‘com que público esses textos falam?’, ‘qual o posicionamento sócio-político assumido?’ ou ‘qual é tipo de linguagem utilizada (coloquial ou norma culta)? Por quê?’. Outra investigação relevante diz respeito ao valor semântico que as palavras carregam dentro de determinados contextos. Por exemplo, qual diferença entre dizer “dependente químico” e “viciado”? Discuta entre os alunos.

Outras mensagens

Analise também as fotos ligadas aos textos, legendas e o peso dado para as matérias dentro dos veículos. Qual tamanho ocupa dentro do jornal? Qual o peso da foto em comparação ao texto? Qual o destaque dado na home no website? Estes são alguns pontos que devem ser questionados.

Compartilhamento das impressões

A partir da análise de cada grupo, faça uma conversa em sala para entender “o que o outro viu que eu não vi” e vice-versa. É comum que os alunos percebam pontos que são mais sensíveis à realidade deles. O professor pode pedir para os estudantes relacionarem suas análises com a experiência de mundo que possuem. É importante frisar que não existe análise certa ou errada, mas sim pontos de vista que podem ser diferentes por inúmeras questões.

Equipagem

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