{"id":64,"date":"2023-12-06T15:21:23","date_gmt":"2023-12-06T18:21:23","guid":{"rendered":"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/?post_type=reportagem&#038;p=64"},"modified":"2024-01-08T15:37:50","modified_gmt":"2024-01-08T18:37:50","slug":"pioneira-diadema-sp-promove-antirracismo-e-protecao-social-nas-escolas","status":"publish","type":"reportagem","link":"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/reportagens\/pioneira-diadema-sp-promove-antirracismo-e-protecao-social-nas-escolas\/","title":{"rendered":"Pioneira, Diadema (SP) promove antirracismo e prote\u00e7\u00e3o social nas escolas"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Com hist\u00f3rico de lutas sociais, munic\u00edpio educa para as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais de forma permanente e colhe frutos da mobiliza\u00e7\u00e3o antirracista no cotidiano escolar.&nbsp;<\/em><br>Por: Ingrid Matuoka | Edi\u00e7\u00e3o: Tory Helena <\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">\ud83d\uddd2\ufe0f <strong>Resumo: <\/strong>A cidade de Diadema (SP) mobiliza o combate ao racismo nas escolas de forma atrelada ao sistema de garantia de direitos, a fim de construir uma Educa\u00e7\u00e3o e uma sociedade de paz. Conhe\u00e7a o trabalho pioneiro da rede, que instituiu a Educa\u00e7\u00e3o para as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais de forma permanente para 11,6 mil crian\u00e7as em todas as 18 unidades escolares.<\/pre>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2024\/01\/selo-educacao-decolonial-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-104\" width=\"256\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2024\/01\/selo-educacao-decolonial-1024x1024.png 1024w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2024\/01\/selo-educacao-decolonial-300x300.png 300w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2024\/01\/selo-educacao-decolonial-150x150.png 150w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2024\/01\/selo-educacao-decolonial-768x768.png 768w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2024\/01\/selo-educacao-decolonial.png 1536w\" sizes=\"(max-width: 256px) 100vw, 256px\" \/><\/a><figcaption>Saiba mais sobre o especial e leia as demais reportagens<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Quem circulasse pelas escolas de Diadema (SP) alguns anos atr\u00e1s e hoje, notaria mudan\u00e7as acontecendo bem diante de seus olhos. Se antes era capuz, bon\u00e9 e cabelo alisado por toda parte, hoje os <em>black powers<\/em>, tran\u00e7as e crespos adornados se fazem vistos e admirados. Quando uma crian\u00e7a pede um l\u00e1pis cor de pele, ela j\u00e1 espera poder escolher entre v\u00e1rias tonalidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia + <\/strong><a href=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/reportagens\/com-antirracismo-get-dorcelina-gomes-da-costa-enfrenta-desafio-da-violencia-no-territorio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Com antirracismo, GET Dorcelina Gomes da Costa enfrenta desafio da viol\u00eancia no territ\u00f3rio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A capacidade de identificar situa\u00e7\u00f5es racistas e de defender a si e aos outros tamb\u00e9m foi ampliada, assim como mudou a autodeclara\u00e7\u00e3o racial das crian\u00e7as. Al\u00e9m dos relatos das educadoras, um levantamento a partir do projeto <a href=\"https:\/\/portal.diadema.sp.gov.br\/adolescente-aprendiz-forma-mais-800-jovens\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Adolescente Aprendiz<\/a>, fruto de uma parceria entre as redes municipal e estadual, d\u00e1 algumas pistas: ap\u00f3s 10 meses de trabalho com as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais, o n\u00famero entre 800 estudantes que se declaravam pretos ou pardos saltou de 39% para 67%.<\/p>\n\n\n\n<p>A Educa\u00e7\u00e3o antirracista na rede tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de promover a cultura de paz e combater os discursos de \u00f3dio, na medida em que se ensina a valorizar e respeitar as m\u00faltiplas diversidades humanas \u2013 t\u00e3o necess\u00e1rio no contexto de agravamento dos ataques extremos \u00e0s escolas brasileiras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outras a\u00e7\u00f5es, como os gr\u00eamios estudantis, presentes em todas as unidades, ajudam a fortalecer a participa\u00e7\u00e3o dos estudantes no enfrentamento ao racismo. Aos 9 anos e estudante do 4\u00ba ano da rede municipal, Malcolm compartilha que j\u00e1 foi v\u00edtima de discrimina\u00e7\u00f5es na escola e se juntou ao gr\u00eamio para garantir que mais nenhuma crian\u00e7a passe por isso. &#8220;Todas as crian\u00e7as na escola s\u00e3o diferentes e todas elas s\u00e3o importantes&#8221;, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As palavras &#8220;negro&#8221; e &#8220;preto&#8221;, que antes eram utilizadas em tom pejorativo, agora pipocam nas conversas das crian\u00e7as com naturalidade e orgulho, segundo relato das educadoras da rede. Para elas, as palavras importam muito. As fam\u00edlias trazem relatos de terem sido corrigidas pelas crian\u00e7as, por exemplo, ao utilizarem o termo &#8220;\u00edndio&#8221; no lugar de &#8220;ind\u00edgena&#8221;, acompanhados de uma explica\u00e7\u00e3o da concep\u00e7\u00e3o que cada palavra carrega.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Pr\u00f4, a gente precisa falar com voc\u00ea urgente. Aconteceu racismo aqui na sala&#8221;, disseram as crian\u00e7as do 4\u00ba ano para a professora Cl\u00e1udia Silva. Reunida, a turma conversou sobre o ocorrido. &#8220;Soube que quem defendeu a v\u00edtima nesse caso foi um menino que se declarou branco. \u00c9 interessante perceber que eles j\u00e1 sabem que \u00e9 uma luta de todos&#8221;, afirma a educadora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a est\u00e1, ainda, no brilho que surge na crian\u00e7a que ouviu pela primeira vez em sala de aula uma m\u00fasica que dizia &#8220;Epa Bab\u00e1&#8221; e teve a oportunidade de compartilhar com os colegas, interessados e respeitosos, o que significa a sauda\u00e7\u00e3o a Oxal\u00e1 e a l\u00edngua Yor\u00f9b\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia + <\/strong><a href=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/reportagens\/nao-ha-paz-sem-luta-por-direitos-emef-espaco-de-bitita-e-o-antirracismo-no-centro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cN\u00e3o h\u00e1 paz sem luta por direitos\u201d: EMEF Espa\u00e7o de Bitita e o antirracismo no centro<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quem conta essas hist\u00f3rias s\u00e3o as professoras do Programa <a href=\"https:\/\/portal.diadema.sp.gov.br\/conheca-todos-os-detalhes-do-programa-dandara-e-piata\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Diadema de Dandara e Piat\u00e3<\/a>. Aprovada em 2021 em lei pelo Plano Municipal Decenal de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial, a iniciativa \u00e9 pioneira no Brasil. \u201cDiadema \u00e9 a \u00fanica cidade do Brasil que tem um programa dessa natureza implementado na rotina escolar de forma permanente\u201d, aponta Ana Lucia Sanches, Secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>As 18 escolas de Ensino Fundamental da rede, que atendem 11,6 mil estudantes, t\u00eam uma hora semanal de atividades dedicadas \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:100%\">\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><strong>As leis <\/strong><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/l10.639.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>10.639\/03<\/strong><\/a><strong> e <\/strong><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2008\/lei\/l11645.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>11.645\/08<\/strong><\/a> institu\u00edram a obrigatoriedade do ensino da hist\u00f3ria e da cultura africana, afro-brasileira e ind\u00edgena em todas as escolas do Brasil, ao longo de toda a Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica.<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Conduzido por 18 professoras efetivas e especializadas, que recebem forma\u00e7\u00e3o pela Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o e planejam as atividades em conjunto, o <a href=\"https:\/\/portal.diadema.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/dandara_piata.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">programa<\/a> \u00e9 uma forma de garantir os direitos dos estudantes e implementar as leis 10.639\/03 e 11.645\/08 em atividades semanais desde j\u00e1, enquanto progressivamente a Educa\u00e7\u00e3o para as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais se transversaliza para todas as \u00e1reas do conhecimento e dimens\u00f5es da escola.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-3--1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-65\" srcset=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-3--1024x683.jpg 1024w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-3--300x200.jpg 300w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-3--768x512.jpg 768w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-3-.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Hist\u00f3rias, brincadeiras e viv\u00eancias ind\u00edgenas e africanas fazem parte do Programa Diadema de Dandara e Piat\u00e3. Cr\u00e9dito: Pedro Roque\/Prefeitura de Diadema <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 um meio de garantir que todas as crian\u00e7as tenham acesso \u00e0 diversidade de culturas e hist\u00f3rias que formam o nosso pa\u00eds, independentemente da vontade individual de professores, que podem ter mais ou menos afinidade com o tema&#8221;, explica Evelyn Cristina Daniel, uma das coordenadoras do N\u00facleo de Educa\u00e7\u00e3o para as Rela\u00e7\u00f5es \u00c9tnico-Raciais (Nerer), da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o de Diadema.<\/p>\n\n\n\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o e urg\u00eancia tamb\u00e9m tem a ver com o fato de que, h\u00e1 mais de 20 anos, 70% das Secretarias Municipais de Educa\u00e7\u00e3o do Brasil n\u00e3o realizaram nenhuma a\u00e7\u00e3o ou poucas a\u00e7\u00f5es para implementar a lei 10.639\/03. Os dados s\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.geledes.org.br\/pesquisa-inedita-mostra-engajamento-das-secretarias-de-educacao-com-aplicacao-da-lei-10-639\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">estudo<\/a> do Instituto Alana e Geled\u00e9s Instituto da Mulher Negra.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a expans\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o decolonial e antirracista na rede come\u00e7a por estas 18 professoras(es) que passam a formar as demais professoras(es), coordenadoras(es) pedag\u00f3gicos e gestoras(es) das unidades em que atuam, bem como de outras etapas e modalidades. O objetivo do programa \u00e9 chegar a todas as 19,8 mil crian\u00e7as e 61 unidades da Educa\u00e7\u00e3o Infantil aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para apoiar o trabalho das professoras do Programa e incentivar as demais a utiliz\u00e1-los, cada escola tamb\u00e9m recebeu um grande ba\u00fa com os &#8220;Tesouros de Dandara e Piat\u00e3&#8221;. Ele cont\u00e9m materiais pedag\u00f3gicos como bonecas racialmente diversas, com defici\u00eancia, livros, jogos, instrumentos musicais, tecidos com estampas africanas, s\u00edmbolos Adinkra, mapas do continente africano e do Brasil ind\u00edgena.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As atividades musicais, em roda, a conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias e brincadeiras africanas e ind\u00edgenas comp\u00f5em algumas das experi\u00eancias proporcionadas \u00e0s crian\u00e7as, que s\u00e3o incentivadas a trazerem seus interesses e curiosidades para a conversa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Temos a Mancala, que exige racioc\u00ednio l\u00f3gico e as crian\u00e7as conversam sobre sua origem. Tamb\u00e9m h\u00e1 muitos jogos que incentivam a coopera\u00e7\u00e3o, ao inv\u00e9s da competitividade, bastante t\u00edpica em brincadeiras ocidentais&#8221;, explica Vivian Viegas, coordenadora do Diadema de Dandara e Piat\u00e3.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Evelyn, essas ondas de transforma\u00e7\u00e3o que se propagam pela cidade t\u00eam o potencial de sensibilizar quem ainda n\u00e3o participa dessas reflex\u00f5es. &#8220;As escolas s\u00e3o microcosmos sociais. Elas refletem o que acontece na sociedade, mas tamb\u00e9m levam coisas daqui para l\u00e1. Como aqui o combate ao racismo come\u00e7a pela escola, acredito que daqui a dez anos vamos ter uma sociedade de Diadema toda diferente&#8221;, projeta Evelyn.<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>A import\u00e2ncia da forma\u00e7\u00e3o docente<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>No cotidiano do trabalho com as escolas e demais profissionais, as educadoras de Dandara e Piat\u00e3 encontram entraves. Elas relatam casos de dificultar o acesso aos materiais pedag\u00f3gicos, coment\u00e1rios sobre as atividades em tom de menosprezo e outras formas mais sutis e indiretas de n\u00e3o apoiar ou dificultar o trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Com as fam\u00edlias, o cen\u00e1rio se repete. J\u00e1 houve quem proibisse o filho de participar das aulas e receber bilhetes reclamando das atividades n\u00e3o \u00e9 incomum. A principal quest\u00e3o que aparece \u00e9 uma confus\u00e3o entre doutrina\u00e7\u00e3o religiosa e a Educa\u00e7\u00e3o para as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais, que celebra as diversidades e promove o conv\u00edvio de forma respeitosa em meio a elas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia + <\/strong><a href=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/reportagens\/educacao-decolonial-conheca-seis-experiencias-que-promovem-antirracismo-e-direitos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Educa\u00e7\u00e3o decolonial: conhe\u00e7a seis experi\u00eancias que promovem antirracismo e direitos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Casos como esse s\u00e3o frequentes e, para lidar com essas situa\u00e7\u00f5es e seguir pesquisando o tema e trocando experi\u00eancias, as professoras do Programa recebem forma\u00e7\u00f5es coletivas e semanais. &#8220;Eu costumo dizer que aqui \u00e9 um aquilombamento&#8221;, define Vivian.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00f3s somos um quilombo porque n\u00e3o visamos o benef\u00edcio pr\u00f3prio. Um ajuda o outro, compartilha informa\u00e7\u00f5es e conhecimentos, acolhe quando algu\u00e9m sofre alguma coisa. A gente se cuida um pouco todo dia&#8221;, diz a professora Luciana Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><strong>Dandara e Piat\u00e3: de onde vem o nome do Programa? <\/strong>Dandara, lideran\u00e7a do Quilombo dos Palmares, comandou o ex\u00e9rcito palmarino e \u00e9 um dos maiores s\u00edmbolos da resist\u00eancia negra no Brasil. J\u00e1 Piat\u00e3 \u00e9 um nome de origem Tupi que significa &#8220;homem forte&#8221;.&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Fortalecidas e amparadas, retornam \u00e0s unidades para explicar melhor do que se trata o trabalho e sua import\u00e2ncia. O caminho do di\u00e1logo, at\u00e9 agora, tem se mostrado eficiente para formar tamb\u00e9m os adultos. &#8220;\u00c9 uma mudan\u00e7a que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 incluir uma atividade antirracista na aula. Depende de mudar como eu vejo as crian\u00e7as, as minhas falas e atitudes inclusive fora da sala de aula. Vai mudando at\u00e9 a compreens\u00e3o sobre o pa\u00eds, de entender a desigualdade e viol\u00eancias nessa chave racial&#8221;, explica Vivian.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, a especialista observa que cai por terra uma fal\u00e1cia que sustenta as estruturas racistas: a de que somos todos iguais. &#8220;Sem d\u00favida somos todos iguais em rela\u00e7\u00e3o a direitos e deveres. Mas somos todos completamente diferentes e a boniteza, como dizia Paulo Freire, est\u00e1 nisso&#8221;, diz Vivian.<\/p>\n\n\n\n<p>Retomando a obra <em>Tornar-se Negro, <\/em>da psicanalista Neusa Santos Souza, o professor Roberto Larrubia resume a pot\u00eancia da Educa\u00e7\u00e3o antirracista: &#8220;A autora afirma que uma das formas de exercer autonomia \u00e9 possuir um discurso sobre si mesmo. Eu acredito que \u00e9 esse nosso trabalho aqui. Damos a possibilidade \u00e0s crian\u00e7as, e at\u00e9 a n\u00f3s mesmos, de construirmos novos discursos sobre n\u00f3s e, juntas e juntes e juntos, tamb\u00e9m de alcan\u00e7ar uma sociedade mais justa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Enfrentar o racismo tamb\u00e9m passa por garantir direitos e ouvir as crian\u00e7as<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-2--1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-68\" srcset=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-2--1024x683.jpg 1024w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-2--300x200.jpg 300w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-2--768x512.jpg 768w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-2-.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Na rede municipal, discuss\u00f5es sobre cultura de paz est\u00e3o articuladas com o combate ao racismo e a escuta das crian\u00e7as. Cr\u00e9dito: Prefeitura de Diadema  <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No contexto dos ataques extremos \u00e0s escolas no in\u00edcio de 2023, a rede municipal de Educa\u00e7\u00e3o de Diadema (SP) voltou a aten\u00e7\u00e3o para suas escolas e territ\u00f3rios mais uma vez para se perguntar como e quais viol\u00eancias atravessam esses espa\u00e7os e pessoas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O diagn\u00f3stico apontou para a necessidade de seguir pelo caminho que a rede j\u00e1 vem trilhando para promover a cultura de paz: interromper ciclos de viola\u00e7\u00f5es de direitos das crian\u00e7as, adolescentes e suas fam\u00edlias, combater o racismo e decolonizar a Educa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/reportagens\/educacao-decolonial-conheca-seis-experiencias-que-promovem-antirracismo-e-direitos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Leia + Educa\u00e7\u00e3o Decolonial: conhe\u00e7a experi\u00eancias de escolas que promovem o antirracismo<\/strong> <\/a><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel falar de cultura de paz sem combater o racismo. \u00c9 condi\u00e7\u00e3o imprescind\u00edvel para a cultura de paz o enfrentamento das desigualdades raciais, sociais e demais viola\u00e7\u00f5es de direitos, com projetos, programas e pol\u00edticas p\u00fablicas&#8221;, afirma Ana Lucia Sanches, Secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2021, opera na cidade outro programa aliado ao Diadema de Dandara e Piat\u00e3, o Escola que Protege. Ele mobiliza a rede de prote\u00e7\u00e3o integral e forma as equipes escolares para identificar, acolher e encaminhar casos de viola\u00e7\u00f5es de direitos. No ano passado, foram 800 atendimentos, a maioria envolvendo trabalho infantil, viol\u00eancia dom\u00e9stica e abuso sexual, bem como quest\u00f5es com alimenta\u00e7\u00e3o e moradia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Todos eles tinham em comum a baixa frequ\u00eancia nas aulas e, por isso, as escolas tornaram o controle de faltas mais rigoroso, com acompanhamento e busca ativa dos estudantes que faltam \u00e0s aulas. S\u00f3 este ano, tamb\u00e9m j\u00e1 foram realizadas 68 reuni\u00f5es com as fam\u00edlias sobre direitos humanos e comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o violenta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-4--1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-66\" srcset=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-4--1024x683.jpg 1024w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-4--300x200.jpg 300w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-4--768x512.jpg 768w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-4-.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Vista a\u00e9rea de Diadema: cidade com hist\u00f3rico de lutas sociais e movimentos sindicais e a segunda maior densidade demogr\u00e1fica do Brasil. Cr\u00e9dito:  Prefeitura de Diadema<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><strong>O contexto de Diadema. <\/strong>Situada na regi\u00e3o metropolitana da capital paulista, Diadema tem a segunda maior densidade demogr\u00e1fica do pa\u00eds, de acordo com o Censo 2022, 49% da popula\u00e7\u00e3o com renda inferior a 2 mil reais por m\u00eas e um hist\u00f3rico de lutas sociais e movimentos sindicais. A rede municipal conta com quase 8,2 mil crian\u00e7as matriculadas na Educa\u00e7\u00e3o Infantil e 11,6 mil estudantes matriculados nos anos iniciais do Ensino Fundamental.&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em 2023, surge outro programa para somar \u00e0s a\u00e7\u00f5es, o Observat\u00f3rio de Seguran\u00e7a Escolar, que cria solu\u00e7\u00f5es locais, comunit\u00e1rias e intersetoriais para proteger escolas e territ\u00f3rios. J\u00e1 foram realizadas 255 visitas domiciliares para an\u00e1lise de casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica e busca ativa, 17 forma\u00e7\u00f5es com professores e 140 reuni\u00f5es com a Rede de Servi\u00e7os de outras secretarias. Em conjunto, qualificam e aprofundam as discuss\u00f5es sobre seguran\u00e7a escolar e cultura de paz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-5--1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-67\" srcset=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-5--1024x683.jpg 1024w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-5--300x200.jpg 300w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-5--768x512.jpg 768w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/Diadema-5-.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Pol\u00edtica na pr\u00e1tica: Por meio do Conselho e Gr\u00eamio dos Curumins, as crian\u00e7as participam de reuni\u00f5es peri\u00f3dicas com o prefeito, a secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o e outras autoridades. Cr\u00e9dito: Igor Andrade Cotrim\/Prefeitura de Diadema<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o ativa das crian\u00e7as tamb\u00e9m \u00e9 central, desde a Educa\u00e7\u00e3o Infantil. Al\u00e9m de todas elas serem ouvidas durante a constru\u00e7\u00e3o do PPP de sua escola, por meio do Conselho e do Gr\u00eamio dos Curumins, que elege representantes de cada escola, as crian\u00e7as participam de reuni\u00f5es peri\u00f3dicas com o prefeito e a secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o para levar suas demandas e solu\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu quis participar porque ia melhorar a escola e tamb\u00e9m por divers\u00e3o&#8221;, conta Ana J\u00falia, 11 anos, que est\u00e1 no 5o ano. &#8220;J\u00e1 trabalhamos com as turmas a quest\u00e3o de brigas e palavras feias. As pr\u00f3ximas a\u00e7\u00f5es v\u00e3o ser para parar o racismo e o bullying, jogar o lixo no lugar certo e n\u00e3o ter mais desperd\u00edcio de comida e \u00e1gua&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Curumins tamb\u00e9m s\u00e3o formados para combater discrimina\u00e7\u00f5es e promover a cultura de paz, levando esses conhecimentos para seus colegas em forma\u00e7\u00f5es nas escolas, e para toda a sociedade, por meio dos <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/3um3yLLhsIRZvvJmddqGog\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">podcasts<\/a> que gravam periodicamente.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudante Malcolm tamb\u00e9m compartilha que seu lema, enquanto curumim, \u00e9 &#8220;o di\u00e1logo \u00e9 o melhor caminho&#8221;, e o que deseja que a escola seja: &#8220;Penso em uma escola com paz, harmonia e boas atitudes, onde tem amor e respeito e as crian\u00e7as s\u00e3o felizes&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Bete Marques, Coordenadora do N\u00facleo de Conselhos da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de Diadema, envolver as crian\u00e7as nas constru\u00e7\u00f5es cotidianas da escola \u00e9 essencial para garantir a qualidade da Educa\u00e7\u00e3o e uma forma\u00e7\u00e3o cidad\u00e3.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A escola n\u00e3o \u00e9 do gestor, nem dos professores. \u00c9 das crian\u00e7as. Ent\u00e3o elas precisam dizer o que querem e participar das decis\u00f5es, assim elas n\u00e3o v\u00e3o aceitar o que n\u00e3o for bom para elas na escola, no bairro, daqui at\u00e9 a vida adulta&#8221;, diz Bete.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cidade de Diadema (SP) mobiliza o combate ao racismo nas escolas de forma atrelada ao sistema de garantia de direitos, a fim de construir uma Educa\u00e7\u00e3o e uma sociedade de paz. Conhe\u00e7a o trabalho pioneiro da rede, que instituiu a Educa\u00e7\u00e3o para as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais de forma permanente para 11,6 mil crian\u00e7as em todas as 18 unidades escolares.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":70,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.13 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Pioneira, Diadema (SP) promove antirracismo e prote\u00e7\u00e3o social nas escolas - Educa\u00e7\u00e3o Decolonial: O futuro da escola \u00e9 ancestral<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Com hist\u00f3rico de lutas sociais, munic\u00edpio educa para as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais de forma permanente e colhe frutos da mobiliza\u00e7\u00e3o antirracista no cotidiano escolar.\u00a0\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/reportagens\/pioneira-diadema-sp-promove-antirracismo-e-protecao-social-nas-escolas\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Pioneira, Diadema (SP) promove antirracismo e prote\u00e7\u00e3o social nas escolas - 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