{"id":49,"date":"2023-12-07T20:01:10","date_gmt":"2023-12-07T23:01:10","guid":{"rendered":"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/?post_type=reportagem&#038;p=49"},"modified":"2024-01-08T15:37:06","modified_gmt":"2024-01-08T18:37:06","slug":"nao-ha-paz-sem-luta-por-direitos-emef-espaco-de-bitita-e-o-antirracismo-no-centro","status":"publish","type":"reportagem","link":"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/reportagens\/nao-ha-paz-sem-luta-por-direitos-emef-espaco-de-bitita-e-o-antirracismo-no-centro\/","title":{"rendered":"\u201cN\u00e3o h\u00e1 paz sem luta por direitos\u201d: EMEF Espa\u00e7o de Bitita e o antirracismo no centro\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Saiba como a EMEF Espa\u00e7o de Bitita, em S\u00e3o Paulo (SP), cultiva a cultura de paz dentro e fora dos seus muros por meio do antirracismo e do acolhimento \u00e0s diversidades.&nbsp;<\/em><br>Por: Ingrid Matuoka | Edi\u00e7\u00e3o: Tory Helena | Fotos: Patrick Silva\/Alma Preta<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">\ud83d\uddd2\ufe0f <strong>Resumo:<\/strong> Diante das m\u00faltiplas culturas e origens dos estudantes, a escola repensa como celebrar as diversidades e promover a paz cotidianamente. A transforma\u00e7\u00e3o no trabalho pedag\u00f3gico, em que as turmas s\u00e3o agrupadas em quartetos, estudam por meio de roteiros e n\u00e3o h\u00e1 provas e aulas no formato tradicional, tamb\u00e9m ajudaram a reduzir conflitos e promover o desenvolvimento integral.<\/pre>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2024\/01\/selo-educacao-decolonial-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-104\" width=\"256\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2024\/01\/selo-educacao-decolonial-1024x1024.png 1024w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2024\/01\/selo-educacao-decolonial-300x300.png 300w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2024\/01\/selo-educacao-decolonial-150x150.png 150w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2024\/01\/selo-educacao-decolonial-768x768.png 768w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2024\/01\/selo-educacao-decolonial.png 1536w\" sizes=\"(max-width: 256px) 100vw, 256px\" \/><\/a><figcaption>Saiba mais sobre o especial e leia as demais reportagens<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Em junho deste ano, a EMEF Infante Dom Henrique, em S\u00e3o Paulo (SP), passou a se chamar Espa\u00e7o de Bitita, ap\u00f3s escolha do novo nome pelos estudantes e 8 anos de luta na Justi\u00e7a. A movimenta\u00e7\u00e3o sintetiza o objetivo central e di\u00e1rio da escola: combater o racismo e valorizar as diversidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque Henrique figura entre os her\u00f3is portugueses at\u00e9 hoje e, na hist\u00f3ria contada pelos europeus e seus descendentes, \u00e9 retratado como corajoso e desbravador por sua atua\u00e7\u00e3o nas viagens colonialistas no Atl\u00e2ntico e no Norte da \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p>A mesma hist\u00f3ria, em <a href=\"https:\/\/galeriaderacistas.com.br\/infante-dom-henrique\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">perspectiva afrocentrada<\/a>, \u00e9 bem diferente. Foi o trabalho de Henrique que organizou e ampliou toda a estrutura do extenso sistema de sequestro e escraviza\u00e7\u00e3o dos povos africanos pelos portugueses, como documentou a Universidade de Oxford.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-1 wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container\">\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:50%\">\n<p>Foi no territ\u00f3rio do Canind\u00e9&nbsp; que viveu por boa parte de sua vida uma das maiores escritoras brasileiras, Carolina Maria de Jesus (1914 &#8211; 1977), carinhosamente apelidada de Bitita por seu av\u00f4, a quem tanto amava.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas ruas onde hoje brincam os estudantes da escola que atende o Ensino Fundamental e a Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA), Carolina criou seus tr\u00eas filhos, trabalhou como catadora, escreveu v\u00e1rios livros, entre eles o c\u00e9lebre <em>Quarto de Despejo<\/em> (Editora \u00c1tica, 2019, 10\u00aa edi\u00e7\u00e3o) e, provavelmente, viu a escola ser constru\u00edda, no final dos anos 50. Hoje, a autora pauta diversas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e nomeia o clube de leitura da unidade. Mais do que isso, \u00e9 motivo de orgulho e inspira\u00e7\u00e3o para as crian\u00e7as e fam\u00edlias.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:50%\">\n<p><em><strong>Sobre o territ\u00f3rio da escola. <\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O bairro do Canind\u00e9, tradicionalmente povoado por portugueses, arm\u00eanios e bolivianos, passou a receber, no in\u00edcio dos anos 2000, muitos imigrantes do Peru, Col\u00f4mbia e povos amaz\u00f4nicos, sobretudo pelo grande fluxo comercial t\u00eaxtil da regi\u00e3o. Nos arredores da escola, tamb\u00e9m h\u00e1 cinco Centros Tempor\u00e1rios de Acolhimentos (CTAs) da prefeitura, que recepcionam imigrantes e refugiados \u2013 entre os estudantes, 100 moram em CTAs atualmente. A escola tamb\u00e9m recebe estudantes que moram em sete ocupa\u00e7\u00f5es diferentes e \u2153 deles moram na Vila, a \u00e1rea remanescente da favela do Canind\u00e9.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<h2><strong>Educa\u00e7\u00e3o Decolonial&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Ouvir outras vozes sobre uma mesma narrativa, derrubar um s\u00edmbolo de viol\u00eancia e ressignific\u00e1-lo a partir do territ\u00f3rio, da cultura local e de suas pessoas. Esse \u00e9 um dos movimentos que a Educa\u00e7\u00e3o Decolonial provoca e que, na Espa\u00e7o de Bitita, se expande para todas as suas dimens\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia + <\/strong><a href=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/reportagens\/com-antirracismo-get-dorcelina-gomes-da-costa-enfrenta-desafio-da-violencia-no-territorio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Com antirracismo, GET Dorcelina Gomes da Costa enfrenta desafio da viol\u00eancia no territ\u00f3rio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Por que estudantes sentados em carteiras e enfileirados? Para que serve a avalia\u00e7\u00e3o? Por que trabalhar este livro e n\u00e3o outro? Ao dialogar, levantar perguntas e construir respostas junto \u00e0s crian\u00e7as, suas fam\u00edlias e o corpo docente, a escola se transformou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 mais provas tradicionais, a configura\u00e7\u00e3o da turma na sala \u00e9 em grupos e os estudantes aprendem por meio de roteiros de aprendizagem, que s\u00e3o materiais did\u00e1ticos produzidos coletivamente pelas(os) professoras(es) com base no territ\u00f3rio, no desenvolvimento de cada um e nas m\u00faltiplas linguagens.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<p>Por meio da tutoria, os professores ainda observam como v\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es de vida objetiva e subjetiva de seus estudantes e, quando necess\u00e1rio, visitam a casa da fam\u00edlia e acionam a rede de prote\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<p><strong>Leia o <a href=\"https:\/\/padlet.com\/carlosjunior7535562\/conhecendo-o-espa-o-de-bitita-vszyohaoq0abpgs\/wish\/1790890727\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Projeto Pol\u00edtico Pedag\u00f3gico<\/a> da escola e conhe\u00e7a mais <a href=\"https:\/\/padlet.com\/carlosjunior7535562\/conhecendo-o-espa-o-de-bitita-vszyohaoq0abpgs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">projetos<\/a>.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/bitita-sala-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-52\" width=\"768\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/bitita-sala-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/bitita-sala-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/bitita-sala-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/bitita-sala-1.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Em Bitita, as crian\u00e7as n\u00e3o deixam de ser crian\u00e7as para aprender. Cr\u00e9dito: Patrick Silva\/Alma Preta<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Toda a movimenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser definida como o que B\u00e1rbara Carine chama de \u201cpedagogia da implos\u00e3o\u201d em sua obra <a href=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/reportagens\/livro-como-ser-um-educador-antirracista-convite-repensar-escola\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Como ser um educador antirracista<\/em><\/a><em> <\/em>(Planeta, 2023):&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA perspectiva da inclus\u00e3o perpassa pela concep\u00e7\u00e3o de que vamos colocar \u2018o diferente\u2019 para dentro, mas sem nos preocuparmos com a subjetividade desse outro, sem avaliarmos as estruturas j\u00e1 vigentes, se elas comportam e acolhem essa diversidade. O que estou chamando aqui de pedagogia da implos\u00e3o destr\u00f3i\/implode o edif\u00edcio brancoc\u00eantrico ocidental e constr\u00f3i, a v\u00e1rias m\u00e3os, a nova festa da diversidade, cada um escolhendo seu par, sua vestimenta, sua comida, seu modo de dan\u00e7ar&#8230; uma verdadeira celebra\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia humana e de suas amplas potencialidades\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de combater o racismo e a xenofobia e atender \u00e0s leis <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/l10.639.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">10.639\/03<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2008\/lei\/l11645.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">11.645\/08<\/a>, a escola viu o \u00edndice de exclus\u00e3o escolar reduzir de 120 estudantes em 2021 para 15 em 2023. Tamb\u00e9m se tornou ponto de refer\u00eancia para garantia de direitos durante e ap\u00f3s a pandemia e, assim, tamb\u00e9m um terreno de cultivo de paz dentro e fora de seus muros. Este \u00faltimo ponto se mostrou essencial para lidar com o medo que se espalhou diante dos ataques extremos contra outras escolas.<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Uma escola de todas e todos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>De m\u00e3os dadas, cantando e dan\u00e7ando, as(os) estudantes ocuparam a rua em frente \u00e0 escola no Dia Internacional da Paz, celebrado em 21 de setembro. No centro, exibiram o Manto da Paz, feito de desenhos que representavam a paz para cada um deles, e fixaram o tecido na fachada da escola.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia +<\/strong> <a href=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/reportagens\/pioneira-diadema-sp-promove-antirracismo-e-protecao-social-nas-escolas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pioneira, Diadema (SP) promove antirracismo e prote\u00e7\u00e3o social nas escolas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A atividade foi a culmin\u00e2ncia de uma s\u00e9rie de conversas e a\u00e7\u00f5es em torno de compreender a cultura de paz enquanto justi\u00e7a social. &#8220;Trabalhamos, por exemplo, o motivo do reggae, o ritmo mais conhecido por ser da paz, falar de luta o tempo todo. \u00c9 preciso colocar o dedo na ferida para n\u00e3o ficarmos em discursos superficiais: n\u00e3o h\u00e1 paz sem luta por direitos&#8221;, defende a professora Juliana Cipriano, que leciona para os anos iniciais do Ensino Fundamental.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/bitita-manto-da-paz-1-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-74\" srcset=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/bitita-manto-da-paz-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/bitita-manto-da-paz-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/bitita-manto-da-paz-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/bitita-manto-da-paz-1.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Na rua, estudantes cantam, dan\u00e7am e exp\u00f5em o Manto da Paz.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Por isso, o combate ao racismo \u00e9 prioridade na escola. O tema est\u00e1 presente nas aulas, nos livros, no grupo de SLAM dos estudantes, nas rodas de conversa e forma\u00e7\u00f5es docentes. Ainda assim, vez ou outra algu\u00e9m o reproduz, mas em territ\u00f3rio de Bitita, n\u00e3o passa intacto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ningu\u00e9m aqui finge que n\u00e3o viu, que n\u00e3o ouviu. Ningu\u00e9m aqui deixa passar. A gente interv\u00e9m na hora, dialoga, se junta com outras professoras para pensar em outras a\u00e7\u00f5es. Mas n\u00e3o pode passar nada&#8221;, refor\u00e7a Juliana.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa forma de atua\u00e7\u00e3o da escola nem sempre foi assim. Alguns anos atr\u00e1s, a rica diversidade das(os) estudantes era ofuscada por viol\u00eancias, um desafio que se somava ao das salas superlotadas, evas\u00e3o e falta de engajamento. &#8220;Isso foi l\u00e1 por volta de 2014, quando as rela\u00e7\u00f5es entre todo mundo aqui come\u00e7aram a ficar insustent\u00e1veis&#8221;, relembra Gabriela Rauseo, coordenadora pedag\u00f3gica na unidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a come\u00e7ou por conversas com estudantes e suas fam\u00edlias sobre conviv\u00eancia, respeito e acordos de conduta. Em pouco tempo, os professores come\u00e7aram a mediar conflitos e criaram rodas de conversa sobre imigra\u00e7\u00e3o, diversidade e cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>As depend\u00eancias da escola foram sinalizadas nos variados idiomas falados pela comunidade escolar. As crian\u00e7as imigrantes e suas fam\u00edlias, que hoje representam 37% dos 580 estudantes, passaram a compartilhar hist\u00f3rias, artes, comidas e m\u00fasicas de seus pa\u00edses. Tamb\u00e9m come\u00e7aram a dar aulas de L\u00edngua Portuguesa e outros idiomas para as fam\u00edlias. O territ\u00f3rio, a cultura local e de cada fam\u00edlia foram incorporados ao curr\u00edculo, agora compartilhado com as(os) estudantes por meio de roteiros de aprendizagem.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No coral da escola, por exemplo, as crian\u00e7as apresentam aos colegas m\u00fasicas de que gostam em sua l\u00edngua, estudam a letra, sua tradu\u00e7\u00e3o e pesquisam mais sobre o\/a artista e seu pa\u00eds de origem. M\u00fasicas ind\u00edgenas, africanas e afro-brasileiras tamb\u00e9m integram o repert\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Cantar em um coral \u00e9 um trabalho coletivo, ent\u00e3o isso acaba ensinando as crian\u00e7as a cooperar. Al\u00e9m disso, tem ajudado as(os) estudantes imigrantes a se enturmar e a falar Portugu\u00eas, porque repetimos muitas vezes as palavras, ent\u00e3o a pron\u00fancia melhora&#8221;, relata Eodete Ferreira da Silva, professora da sala de leitura e do coral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Sons da Floresta - Exerc\u00edcio do Coral da EMEF Espa\u00e7o de Bitita\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/i09Mu7HDX8I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Em exerc\u00edcio do coral da EMEF Espa\u00e7o de Bitita, estudantes aprendem a simular uma floresta em conjunto.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Pelo trabalho, a escola recebeu o Pr\u00eamio Heitor Villa-Lobos 2023, um dos v\u00e1rios que a unidade acumula, como o Pr\u00eamio Territ\u00f3rios Tomie Ohtake, Paulo Freire e Criativos da Escola. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m faz parte da Rede de Escolas Associadas da UNESCO.<\/p>\n\n\n\n<p>Tais mudan\u00e7as demandaram olhar para as(os) estudantes de forma mais pr\u00f3xima e humana, forma\u00e7\u00e3o constante e coletiva das(os) professoras(es) e uma gest\u00e3o parceira para apoiar nos desafios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAo quebrar a l\u00f3gica de blocos de alunos, voc\u00ea passa a abrir espa\u00e7o para que eles se mostrem, inclusive fica mais f\u00e1cil identificar dificuldades de aprendizagem. Mas tamb\u00e9m para construir uma rela\u00e7\u00e3o de horizontalidade, em que os estudantes sabem que podem aprender com seu professor e com os colegas sobre temas interessantes e relevantes para a vida deles. Isso foi algo que minimizou muito a quest\u00e3o dos conflitos\u201d, observa Gabriela.<\/p>\n\n\n\n<p>O uso di\u00e1rio dos espa\u00e7os abertos e naturais, o incentivo ao l\u00fadico e \u00e0 socializa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m contribu\u00edram decisivamente. \u201cNos quartetos, as crian\u00e7as se conhecem melhor, criam v\u00ednculo e sabem que precisam do colega para aprender e que t\u00eam algo a oferecer ao outro. Nos espa\u00e7os l\u00e1 fora, eles sabem que precisam compartilhar e que a conviv\u00eancia pode ser prazerosa\u201d, aponta C\u00e9sar Sampaio, assistente de dire\u00e7\u00e3o da unidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/trabalho-em-grupo-bitita-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-53\" srcset=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/trabalho-em-grupo-bitita-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/trabalho-em-grupo-bitita-300x200.jpg 300w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/trabalho-em-grupo-bitita-768x512.jpg 768w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/trabalho-em-grupo-bitita.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>O trabalho em quartetos, uma das principais mudan\u00e7as no trabalho pedag\u00f3gico promovida pela escola. Cr\u00e9dito: Patrick Silva\/Alma Preta<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para promover a participa\u00e7\u00e3o de todos, a escola tamb\u00e9m conta com dez Comit\u00eas de Estudantes, al\u00e9m do Gr\u00eamio Estudantil. Mediados por professoras(es), os comit\u00eas s\u00e3o grupos de estudantes volunt\u00e1rios respons\u00e1veis por elaborar a\u00e7\u00f5es para mudan\u00e7as no cotidiano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 frentes de atua\u00e7\u00e3o como educa\u00e7\u00e3o antirracista, di\u00e1logos sobre g\u00eanero, migra\u00e7\u00e3o, cultura do movimento e lazer, festas e eventos e arte e cultura. &#8220;As pr\u00f3prias crian\u00e7as colocaram possibilidades de atua\u00e7\u00e3o e se inscreveram&#8221;, conta Gabriela.<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>O direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de jovens e adultos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Na Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA), o fazer artesanal dessa Educa\u00e7\u00e3o permanece. Por meio dos roteiros de aprendizagem, as(os) estudantes t\u00eam autonomia para conciliar os estudos com o trabalho e outras demandas da vida adulta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia +<\/strong> <a href=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/reportagens\/educacao-decolonial-conheca-seis-experiencias-que-promovem-antirracismo-e-direitos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Educa\u00e7\u00e3o decolonial: conhe\u00e7a seis experi\u00eancias que promovem antirracismo e direitos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOrganizamos uma l\u00f3gica de estudos coletivos em que cada um pode se organizar de acordo com sua facilidade ou dificuldade, com sua disponibilidade de hor\u00e1rio, e contando com o apoio dos professores\u201d, explica C\u00e9sar.<\/p>\n\n\n\n<p>Valmirene Furtado de Freitas, 52 anos, \u00e9 aluna do 7\u00ba ano e conta que voltou a estudar porque deseja ser perita criminal ou enfermeira. Quando crian\u00e7a, no interior do Maranh\u00e3o, sua m\u00e3e decidiu tir\u00e1-la da escola porque nem sempre havia merenda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cGosto daqui porque eles nos escutam, veem as dificuldades que a gente tem, tem alimenta\u00e7\u00e3o e \u00e0s vezes ainda levo marmita para casa. S\u00e3o muito generosos e prestativos com a gente, gosto muito do diretor ao faxineiro. Se a gente falta, eles buscam saber o motivo. E os conte\u00fados s\u00e3o bons, falam de muitas coisas, racismo, preconceito, pol\u00edtica, moradia \u2013 os nossos direitos\u201d, diz Valmirene.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/ar-livre-bitita-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-54\" srcset=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/ar-livre-bitita-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/ar-livre-bitita-300x200.jpg 300w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/ar-livre-bitita-768x512.jpg 768w, https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2023\/12\/ar-livre-bitita.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Tempo de qualidade para brincar e socializar ao ar livre tamb\u00e9m \u00e9 parte estrutural do trabalho pedag\u00f3gico de Bitita. Cr\u00e9dito: Patrick Silva\/Alma Preta<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em movimento contr\u00e1rio \u00e0 tend\u00eancia nacional, a escola tem aberto vagas e quase 25% dos estudantes s\u00e3o pessoas trans, p\u00fablico que&nbsp; tem buscado a unidade porque ali t\u00eam garantido o seu direito ao nome social e a utilizar o banheiro adequado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHouve resist\u00eancia, mas colocamos o cartaz da legisla\u00e7\u00e3o que permite que a pessoa possa usar o banheiro de acordo com o g\u00eanero com o qual se identifica e fazemos valer esse direito\u201d, defende C\u00e9sar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>As viol\u00eancias que invadem a escola<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Um dos estudantes da escola se mostrava constantemente agressivo com todos, faltava \u00e0s aulas e sua aprendizagem estava comprometida. Em uma visita \u00e0 fam\u00edlia, a equipe descobriu uma situa\u00e7\u00e3o de grave priva\u00e7\u00e3o de direitos, um ciclo que relatam ser comum&nbsp;encontrar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, foram dois anos de trabalho em conjunto com a rede de prote\u00e7\u00e3o social para garantir condi\u00e7\u00f5es de perman\u00eancia e aprendizagem na escola que mostram a import\u00e2ncia de olhar para a raiz da quest\u00e3o, muito mais do que para seu sintoma.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<p>\u201cSemana passada ele se classificou para a segunda fase da Olimp\u00edada de Matem\u00e1tica e a rela\u00e7\u00e3o com os colegas e a professora \u00e9 outra. S\u00e3o essas estrat\u00e9gias que lan\u00e7amos m\u00e3o e que transcende um pouco o papel da escola, mas que n\u00e3o tem como deixar de fazer\u201d, diz Gabriela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a pandemia, a escola permaneceu aberta, arrecadou e distribuiu cestas b\u00e1sicas, e se fortaleceu enquanto p\u00f3lo de articula\u00e7\u00e3o entre pol\u00edticas para garantir direitos, algo que o entorno da escola pede em especial, mas que depende do fortalecimento das demais pol\u00edticas, como a Assist\u00eancia Social, Sa\u00fade e Moradia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA escola \u00e9 rodeada por esses aparelhos sociais da prefeitura e tem os imigrantes que trabalham em situa\u00e7\u00f5es bem complicadas. Tudo isso converge na escola, que merece e precisa de uma aten\u00e7\u00e3o especial da prefeitura\u201d, alerta a professora Juliana.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra situa\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m adentrou a escola este ano foram as repercuss\u00f5es dos ataques extremos a outras unidades. As fam\u00edlias, justificadamente temerosas, foram \u00e0 escola buscar garantia de seguran\u00e7a. Suas propostas reverberaram um dos discursos comuns: erguer os baixos muros da escola, colocar catracas, port\u00f5es, quem sabe at\u00e9 policiais armados pelos corredores?<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<p><strong><em>Os ataques extremos contra escolas no Brasil. <\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>At\u00e9 novembro de 2023, o Brasil registrou 11 ataques a escolas cometidos por estudantes e ex-estudantes s\u00f3 neste ano. Do total de ataques registrados desde que o primeiro aconteceu na Bahia em 2001, 20 ataques (57%) ocorreram entre 2022 e 2023, segundo um <\/em><a href=\"https:\/\/d3e.com.br\/noticias\/pesquisa-de-telma-vinha-sobre-ataques-de-violencia-em-escolas-traz-explicacoes-e-recomendacoes\/\"><em>estudo<\/em><\/a><em> em atualiza\u00e7\u00e3o realizado pela pesquisadora Telma Vinha (Unicamp) e equipe. Para enfrentar o cen\u00e1rio, o governo federal organizou um grupo de trabalho, que publicou o relat\u00f3rio \u201c<\/em><a href=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/reportagens\/cartilha-do-mec-traz-recomendacoes-para-proteger-as-escolas\/\"><em>Recomenda\u00e7\u00f5es para Prote\u00e7\u00e3o e Seguran\u00e7a no Ambiente Escolar<\/em><\/a><em>\u201d. Saiba mais sobre como <\/em><a href=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/escola-segura\/\"><em>cultivar escolas seguras<\/em><\/a><em>.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Para dialogar e construir solu\u00e7\u00f5es que n\u00e3o passassem por medidas repressivas, a escola organizou tr\u00eas turnos de <a href=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/reportagens\/na-contramao-de-medidas-repressivas-escolas-abrem-dialogo-sobre-violencia-extrema\/\">rodas de conversa com as fam\u00edlias<\/a> ao longo de um dia. A sa\u00edda pactuada foi a de fortalecer o pertencimento e a comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAqui a gente aprende todo dia e erra todo dia, tamb\u00e9m\u201d, brinca o vice-diretor da escola. \u201cVamos tentando, porque o importante \u00e9 sempre estar em movimento e nunca vai ter um dia em que nosso projeto vai estar acabado. A sociedade muda e a\u00ed a gente tem que mudar de novo\u201d, diz C\u00e9sar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saiba como a escola cultiva a cultura de paz dentro e fora dos seus muros por meio do antirracismo e do acolhimento \u00e0s diversidades.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":50,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.13 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>\u201cN\u00e3o h\u00e1 paz sem luta por direitos\u201d: EMEF Espa\u00e7o de Bitita e o antirracismo no centro\u00a0 - Educa\u00e7\u00e3o Decolonial: O futuro da escola \u00e9 ancestral<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Saiba como a escola cultiva a cultura de paz dentro e fora dos seus muros por meio do antirracismo e do acolhimento \u00e0s diversidades.\u00a0\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/educacaointegral.org.br\/especiais\/educacao-decolonial\/reportagens\/nao-ha-paz-sem-luta-por-direitos-emef-espaco-de-bitita-e-o-antirracismo-no-centro\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"\u201cN\u00e3o h\u00e1 paz sem luta por direitos\u201d: EMEF Espa\u00e7o de Bitita e o antirracismo no centro\u00a0 - 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