publicado dia 02/06/2017

Plataforma gratuita ajuda a localizar crianças fora da escola

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Lançada nesta quinta-feira, 1º de junho, a plataforma gratuita Busca Ativa Escolar surge para ajudar os governos a localizarem as crianças e adolescentes fora da escola ou em risco de evasão, além de identificarem os motivos que levaram ao abandono.

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Por meio da ferramenta, o agente comunitário pode avisar o município sobre a situação. Para tanto, basta entrar no site e preencher um formulário simples. Além do celular ou computador, a plataforma pode ser acessada por SMS ou até mesmo por um formulário impresso.

Em seguida, será emitido um alerta para um grupo intersetorial de profissionais que inicia uma série de ações, desde conversar com a família para entender as causas da exclusão até o encaminhamento do caso para as áreas responsáveis por garantir e acompanhar a (re)matrícula dessa criança ou adolescente.

Tudo é feito por meio da plataforma, que registra todas as ações e consolida dados sobre crianças e jovens de 4 a 17 anos. As informações podem ser posteriormente utilizadas pelo município para planejar e desenvolver políticas públicas.

Quem são as crianças fora da escola

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 2,8 milhões de crianças e jovens em idade obrigatória, dos 4 aos 17 anos, estão fora da escola.

A exclusão escolar afeta, em especial, as camadas mais vulneráveis da população, já privadas de outros direitos constitucionais. A maior parte das crianças e adolescentes fora da escola está nas cidades (2.141.148) e muitos vivem em regiões periféricas.

Na zona rural, 661.110 estão fora das salas de aula, seja por falta de vagas em escolas próximas, problemas no transporte escolar ou outros fatores que impedem o acesso e a permanência escolar. Muitas dessas crianças vivem na região amazônica e no semiárido brasileiro, espalhados por mais de 2 mil municípios.

A Busca Ativa Escolar é uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas), Instituto TIM e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

*Com informações da Agência Brasil

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