publicado dia 02/04/2014

Confira 5 filmes sobre autismo e educação

por

Na escola, em casa, na família, na comunidade. As relações que diariamente estabelecemos e vivemos nos convidam a pensar sobre o Outro e sobre nós mesmos. Quando alguém é diferente, somos testados a vencer preconceitos e a nos dispormos a aprender com aquilo que não temos. Em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo (2/4), o Centro de Referências em Educação Integral escolheu cinco filmes sobre relações educativas com pessoas diagnosticadas com a síndrome do espectro autista. Discutindo preconceitos, aprendizagens e ensinamentos, as histórias inspiram, acima de tudo, o respeito e a compreensão da identidades e formas únicas de perceber o mundo.

Saiba +: Autismo e escola: os desafios e a necessidade da inclusão

Meu nome é rádio (2003)

Baseado em fatos reais, o filme “Meu nome é Rádio”, conta a história de um estudante diagnosticado como autista que depois de sofrer inúmeros preconceitos acaba recebendo o apoio de um professor, que também é treinador do time de futebol de uma escola no interior dos Estados Unidos. A amizade e relação de confiança desenvolvida entre os dois modifica não só suas vidas, mas toda a dinâmica do colégio e da comunidade.

Uma Viagem Inesperada (2004)

O filme, inspirado em fatos reais, conta a história de Corine, uma mãe que realiza o possível e o impossível para garantir a inclusão educacional e social de seus filhos gêmeos, ambos diagnosticados com autismo. Corine enfrenta instituições públicas, a própria família e sua comunidade para garantir às crianças respeito, dignidade e inclusão efetiva.

O nome dela é Sabine (2007)

Em documentário, a atriz Sandrine Bonnaire discorre de forma muito sensível sobre a vida e história de sua irmã Sabine, diagnosticada com autismo. Em imagens e depoimentos coletados por 25 anos, nos aproximamos de uma infeliz estadia de Sabine no hospital psiquiátrico e do seu reencontro com a felicidade, quando ela passa a viver em uma casa com estrutura adaptada. O filme, nas vozes das irmãs, discute o despreparo de instituições e de parte da sociedade a lidar com o tema e o mal que esse despreparo causa às pessoas autistas e suas famílias.

Mary e Max (2009)

Vencedora de inúmeros prêmios, a animação Mary e Max conta a história real de Mary, uma garotinha muito solitária, que vira grande amiga de Max, um adulto, diagnosticado com Asperger e que tem grandes dificuldades de estabelecer uma vida social. Por meio de cartas, a amizade acompanha Mary em sua infância, juventude e passagem para a vida adulta e Max, no envelhecimento. Muito sensível, o filme é um verdadeiro convite à alteridade, apresentando como relações de amizade, independentemente de sua configuração ou da forma que se estabelecem, são verdadeiramente educativas.

Son-rise: meu filho, meu mundo (1979)

O filme narra a história autobiográfica da família que, na década de 70, fundou o método Son-rise. Polêmico – já que parte dos especialistas defende que ainda não há cura para o autismo – , o filme apresenta como um casal, por meio de uma abordagem intuitiva, conseguiu se aproximar de seu filho, diagnosticado com autismo. Para além da discussão da cura, a história e o método inspiraram trabalhos educacionais e de desenvolvimento da criança autista.

10 filmes que apoiam escolas a discutir alteridade