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Educação no Território

Educação no Território

A Educação Integral compreende que o processo educativo pode e deve ir além dos muros da escola. Espaços como centros culturais, cinemas, teatros, praças; agentes como artistas, educadores populares, famílias; políticas públicas e iniciativas locais de cultura, saúde, assistência social e desenvolvimento urbano, entre outras possibilidades, podem converter-se em oportunidades educativas conectadas ao cotidiano das escolas.

Esta rede, além de enriquecer o percurso formativo dos estudantes, contribui para fortalecer as relações de confiança entre instituições e cidadãos, criando melhores condições para o envolvimento ativo de todos na construção de uma rede educadora. Essa intensa participação promove uma cidade educadora que acolhe e potencializa o trabalho das escolas, efetivando o conjunto de aprendizagens que as novas gerações necessitam e desejam.

Para isso é fundamental que as experiências promovidas pela Educação Integral tenham uma intencionalidade educativa clara e atendam às necessidades formativas dos estudantes. Não se trata apenas de fazer passeios ou ocupar o tempo, mas efetivar condições para que os estudantes acessem informações e recursos diversos, experimentem novas formas de expressão, explorem seu corpo e sentidos e se relacionem com diferentes estímulos e pessoas, aprendendo a respeitar, contemplar e exercer a diversidade. Além disso, conhecer a realidade dos alunos é elemento fundamental para o educador.

 

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Experiências

O espaço que educa

Fundamentalmente, uma escola que se conecta com o território cria condições para que os professores compreendam a história e os saberes das comunidades, o contexto de vida, as relações e linguagens dos seus estudantes. Essa apropriação aproxima educador e educando, cria laços de confiança e pertinência aos conteúdos e ao processo educativo como um todo.

Para tanto, na gestão do programa, a Secretaria de Educação precisa contar com uma estrutura e um modelo administrativo capazes de garantir esse trabalho em rede nos territórios.

Veja também o plano educativo local de Ciutat Vella, distrito de Barcelona, na Espanha, que integra escolas ao território e entende o espaço urbano como um caldeirão de oportunidades educativas.

Ciutat Vella- Barcelona_700
Escola-museu no Tennesse (EUA) apoia-se na comunidade para aprendizagem significativa Escola-museu no Tennesse (EUA) apoia-se na comunidade para aprendizagem significativa
Experiências
Escola-museu no Tennesse (EUA) apoia-se na comunidade para aprendizagem significativa

Segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa, a palavra museu se refere a uma "instituição dedicada a buscar, conservar, estudar e expor objetos de interesse duradouro ou de valor artístico, histórico etc.". Com esta perspectiva em mente, o modelo norte-americano de escolas Magnet [escolas públicas com currículo especializado] criou, em 2002, a Escola Magnet Museu Normal Park, em Chattanooga, no Tenneesse, nos Estados Unidos.

Lá, os estudantes - de 5 a 14 anos - se tornam autores e também curadores do seu processo de aprendizagem. Além da participação e intensa vivência no desenvolvimento de projetos, os alunos apresentam seus trabalhos regularmente à comunidade escolar e do entorno: a cada nove semanas, todos apresentam os resultados do que fizeram como uma exposição de museu. Nestas visitas à escola, as pessoas da comunidade podem opinar sobre os projetos, sugerir novas intervenções e até disponibilizar seu apoio, encontrando formas para contribuir com os processos pedagógicos da instituição.


Vídeo em inglês

Em sua missão, a escola se propõe a "cultivar sabedoria e cidadania em todos os alunos, preparando-os para o futuro e desafiando-los a descobrir-se e ao mundo". Dessa forma, a gestão escolar e a equipe docente compartilham de valores-chave em todas suas ações: apreciação, colaboração, criatividade, descoberta, paixão pelo conhecimento e esperança. Para a instituição, é só reconhecendo o desenvolvimento individual de cada criança e de cada docente que o sucesso acadêmico se constrói. Por isso, lá, todos têm acesso a uma imensa gama de possibilidades de aprendizagem, que inclui também percursos integrados ao currículo em sete equipamentos museológicos da cidade.

Sem seleção acadêmica

Embora muitas escolas do modelo Magnet façam exames de seleção dos estudantes, a Normal Park abre matrículas por sorteio. O único critério é morar em um dos distritos atendidos pela unidade.

No lugar de ficar apenas na sala de aula, os estudantes acessam a comunidade e transitam por diferentes espaços livres da escola, que estão diariamente repletos com as suas intervenções e projetos. Para tanto, a escola oferece expositores com qualidade de museu, tanto para valorização, quanto para preservação das obras dos estudantes. As paredes são todas ocupadas por murais coloridos e existem variados espaços de intervenção dos alunos, garantindo que eles possam comunicar suas experiências e efetivamente fazer parte do espaço.

Paralelamente, artistas da comunidade são regularmente convidados a expor suas obras na escola, com momentos abertos ao público geral, mas especialmente priorizando o envolvimento da comunidade escolar e a relação delas com o trabalho pedagógico da instituição.

Currículo

Estudantes em uma das expedições pela comunidade. Foto: Reprodução

Estudantes em uma das expedições pela comunidade. Foto: Reprodução

Para a escola, a chave do processo curricular está na colaboração, tanto entre professores e estudantes e entre estudantes, quanto com as instituições da comunidade. Por isso, semanalmente, todos participam de expedições curriculares pelos museus parceiros, como o Museu Hunter de arte americana, o Aquário do Tennessee, o Centro de História, o Zoológico  e o Centro Natural de Chattanooga, o museu de Descobertas Criativas e o Centro Cultural Bessie Smith. Além da visita, o diferencial é que a escola planeja conjuntamente com as equipes educativas das instituições o percurso a ser feito. Nos espaços, os estudantes participam de atividades que dialogam diretamente com o que o aluno está desenvolvendo em sala de aula.

Normalmente interdisciplinares, as experiências nos museus se relacionam também com os projetos e temas das exposições dos alunos. Para complementar o aprendizado, a escola aciona outros parceiros da comunidade, como o tribunal de justiça, o centro de artes da cidade, teatros e parques locais.

Tanto nas expedições à comunidade, quanto nas aulas na escola, a proposta é a de fortalecer a autonomia do estudante, incentivando-o a manter o desejo de aprender ao longo da vida. Para tanto, o corpo docente trabalha em módulos trimestrais e aprendizagem por problemas, apresentando o resultado final como ponto de partida da investigação acadêmica. As questões disparadoras têm sempre uma relação com a comunidade, com os temas da juventude ou com o que as instituições parceiras discutem.

Estande com exposição dos alunos. Foto: Reprodução

Estande com exposição dos alunos. Foto: Reprodução

Amparada por tecnologia, a escola faz uso de lousas digitais de aprendizagem e de notebooks encorajando a interação e colaboração entre os envolvidos. Mas, além dos recursos digitais, os estudantes mantém diários de bordo, nos quais são convidados a descrever o que aprenderam, suas dúvidas e questionamento sobre o currículo e o programa escolar. Estas reflexões auxiliam - trimestralmente - a Normal Park a rever sua proposta pedagógica. A instituição apoia o acompanhamento personalizado do docente com seus alunos.

Além disso, a escola trabalha com aulas de escrita estimulando, inclusive, a publicação dos trabalhos dos estudantes; aulas de modelos matemáticos em um método que associa a ciência às questões do mundo contemporâneo; leitura guiada em sala de aula, tanto em grupos, quanto individualmente, incentivando o debate na compreensão de textos; e uso constante de laboratórios de ciências, apoiando a experimentação e o "aprender fazendo".

Avaliação

Alunos em atividade. Foto: Reprodução

Alunos em atividade. Foto: Reprodução

A Normal Park trabalha com múltiplos recursos avaliativos. Embora existam provas, elas têm a função de orientar o professor no acompanhamento do estudante. No lugar, os meninos e meninas se autoavaliam a partir dos seus portfólios. Já seus trabalhos, expostos à comunidade, recebem críticas, sugestões e apreciação de terceiros; tudo sempre na perspectiva da colaboração.

Durante todo o processo, o educador indica as expectativas de aprendizagem aos estudantes, tornando-os copartícipes do processo.

Como atividades complementares, os estudantes podem participar de oficinas de teatro (tanto em atuação, quanto em produção cênica), dança, artes visuais, banda de fanfarra, banda de jazz e coral.

Principais resultados

Crianças e adolescentes em uma das bandas escolares. Foto: Reprodução

Crianças e adolescentes em uma das bandas escolares. Foto: Reprodução

Em 2005, a escola foi considerada a melhor escola no modelo Magnet, e de 2005 a 2012, recebeu prêmios de excelência na educação do país. Seus estudantes egressos apresentam excelente percurso acadêmico, tanto no ensino médio quanto na universidade e carreira profissional, indicando, para a escola, que a proposta de aprendizagem autônoma segue presente na vida de cada aluno.

Considerada pela Edutopia, plataforma virtual sobre modelos educacionais, como uma "escola que funciona", a Normal Park também reconhece seu trabalho com os estudantes na discussão de diversidade. Sem seleção, os alunos vêm de famílias com origens, culturas e perfis socioeconômicos distintos.

 

Escola Municipal Professor Paulo Freire (BH) garante diálogo com comunidade local e parceiros Escola Municipal Professor Paulo Freire (BH) garante diálogo com comunidade local e parceiros
Experiências
Escola Municipal Professor Paulo Freire (BH) garante diálogo com comunidade local e parceiros

Iniciativa: Escola Municipal Professor Paulo Freire

Privada ou pública: pública

Descrição: Como uma escola pode reconfigurar o seu papel dentro de uma comunidade e estabelecer relações com o seu entorno? A resposta ao questionamento parece ainda mais difícil quando o território em que a unidade escolar está inserida é carente de espaços públicos como praças, parques e clubes. Isso levando em conta que a educação integral não prevê a escola como único ator responsável pela aprendizagem dos indivíduos, mas atuando em consonância com equipamentos de diferentes setores - da cultura à saúde.

unnamed (3)Esse desafio chegou à Escola Municipal Professor Paulo Freire, localizada no bairro Ribeiro de Abreu, em 2006, com o início do Programa de Escola Integrada. A unidade reformulou a dinâmica do ensino regular oferecido para o primeiro e segundo ciclos, ampliando a permanência dos alunos para nove horas diárias, incluindo para além do turno regular, o almoço, higiene e oficinas, com duração de 1h30 cada.

O que é a Escola Integrada?
A Escola Integrada é uma política municipal de Belo Horizonte que estende o tempo e as oportunidades de aprendizagem para crianças e adolescentes do ensino fundamental nas escolas da Prefeitura. São nove horas diárias de atendimento a milhares de estudantes, que se apropriam cada dia mais dos equipamentos urbanos disponíveis, extrapolando os limites das salas de aula e do prédio escolar. Estas oportunidades são implementadas com o apoio e a contribuição de entidades de ensino superior, empresas, organizações sociais, grupos comunitários e pessoas físicas.

Os alunos que cumpriam o turno das 07h até as 11h30 passaram a participar de atividades até as 16h. E os que estudavam na parte da tarde ficavam com as oficinas das 08 às 13h. E a mudança na dinâmica das aulas só foi possível graças a abertura escolar para uma rearticulação com agentes da comunidade.

Além do corpo docente, a gestão abriu espaço para a interlocução de oficineiros. A partir de parceria da escola com universidades, estagiários de diversas áreas passaram a  atuar frente às oficinas sob a supervisão de professores e , valorizando os saberes e habilidades da própria comunidade, os moradores também passaram a ser convidados a intermediar essas atividades. São oportunidades diversas, como: dança, ginástica rítmica, vôlei, futebol; taekwondo, jogos e brincadeiras; xadrez, flauta e violão; artesanato, intervenção nos muros e piquenique; educação ambiental, educação sexual, higiene e saúde; ECA e cidadania, inglês, espanhol, entre outras. Para a diretora da escola, Maria do Socorro Lages Figueiredo, o diverso leque de opções é um trabalho de  reconhecimento de inteligências múltiplas, que não se encerra no interior da escola.

Conexões variadas

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Créditos: Divulgação

Justamente para assumir essa vocação de interlocução, a dinâmica escolar se abriu para o entorno da unidade. Ao "derrubar" seus muros, a Escola Municipal Professor Paulo Freire ampliou o relacionamento com atores de diferentes territórios e, por conta disso, diversificou a gama de possibilidades educativas para os alunos.
Atualmente, os estudantes visitam com frequência outros espaços como parques, bibliotecas, museus e até mesmo pontos da geografia e natureza local, como rios, nascentes etc. A escola também prevê viagens para que a turma possa interagir com espaços de outros estados do país.

Mobilização

Ao passo que a escola começou a desenvolver as ações com e na comunidade, a dinâmica e características da região também passaram a afetar o cotidiano escolar. "Toda vez que saíamos para percorrer as ruas do bairro com os alunos, fazíamos paradas para descansar naquele local e víamos muito lixo", relembra a gestora Maria do Socorro que optou por entregar flautas aos alunos para que, nos próximos passeios, chamassem a atenção para aquela situação. Com a ajuda da comunidade do bairro Ribeiro de Abreu, a escola revitalizou a praça que foi carinhosamente batizada de 'Praça da Parada'.

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Créditos: Divulgação

No campo da saúde, a escola recebe o Programa Saúde na Escola (PSE), iniciativa do Ministério da Saúde e da Educação, que tem como objetivo abrir espaço para trocas sobre práticas de promoção de saúde e de prevenção de agravos e de doenças, contribuindo para o fortalecimento do desenvolvimento integral e propiciando à comunidade escolar o enfrentamento das vulnerabilidades que comprometem o pleno desenvolvimento de crianças, adolescentes e jovens. Além de palestras informativas, a escola iniciou um programa de controle do peso dos alunos, o que incentivou a cultura da alimentação saudável na comunidade escolar e a criação e manutenção de uma horta. A unidade também apóia campanhas de saúde e acaba abrindo suas portas aos finais de semana para ações dessa natureza.

Nos esportes, o destaque fica por conta do Segundo Tempo, outro programa federal que tem como objetivo democratizar o acesso à prática e à cultura do Esporte de forma a promover o desenvolvimento integral dos estudantes, como fator de formação da cidadania e melhoria da qualidade de vida. Os alunos são acompanhados por estagiários e um professor com formação em educação física.

Também é prática da escola, graças à interlocução com atores da rede de proteção de crianças e adolescentes, o acompanhamento de alunos que, por ventura, demonstram problemas familiares ou de rendimento escolar.

Resultados

Desde que se envolveu no projeto, a comunidade escolar - professores, funcionários, estudantes e direção -, se abriu para uma proposta essencialmente dialógica. Aos poucos e continuamente, programas e atividades das mais diferentes naturezas são combinados e intercambiados; profissionais de diferentes áreas atuam sob uma ótica interdisciplinar e os estudantes aprendem em outros espaços, para além da sala de aula.

Além da mudança de conduta dos alunos, mais participativa, a escola vem alcançando melhorias no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em 2007, a escola atingiu a meta esperada, 4,5, e em 2009 e 2011, ainda que não tenha alcançado a meta projetada, alcançou 4,7 e 5,0, respectivamente.

Contudo, para Maria do Socorro, a manutenção dessa dinâmica escolar representa um desafio permanente e diário. "Os alunos não são obrigados a compor o programa, então está em nosso dia a dia promover atividades cada vez mais atraentes", relata. Ainda assim, o Programa de Escola Integrada, segundo a gestora, atende quase a 80% da escola que concentra 800 alunos no ensino regular - a unidade ainda oferece educação infantil e educação para jovens e adultos (EJA).

Início e duração: De 2006 até os dias atuais.
Local: Ribeiro de Abreu, em Belo Horizonte.
Responsáveis: Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte
Envolvidos e parceiros: Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), PUC Minas, Universo Belo Horizonte; Palácio das Artes, Sesc Palladium e clubes de lazer da cidade.
Financiamento: Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte

Contatos:
Telefone: (31) 3277-7481
Email: emppf@pbh.gov.br

Oficina do Saber: Cidade Saudável, Cidade Educadora transformou escolas de Sorocaba Oficina do Saber: Cidade Saudável, Cidade Educadora transformou escolas de Sorocaba
Experiências
Oficina do Saber: Cidade Saudável, Cidade Educadora transformou escolas de Sorocaba

Iniciativa: Oficina do Saber
Pública ou Privada: Pública

Divulgação

Divulgação

Descrição: O Oficina do Saber é o Programa de educação em tempo integral do município de Sorocaba, cidade do interior paulista, destinado a crianças de 7 a 10 anos do Ciclo I (de 1ª a 4ª séries) das escolas municipais de ensino fundamental, com o objetivo de melhorar os índices de aprendizagem. Embora dialogue na lógica e turno e contraturno, a secretaria avançou muito nas relações entre as unidades escolares e os equipamentos da região.

O programa teve início em 2007, com a implantação da educação em tempo integral em sete unidades escolares. Em 2012, o programa estava presente em 31 escolas, atendendo cerca de 6500 alunos.

O programa é desenvolvido em três eixos que têm como propósito fortalecer a relação educação-cidade: aprender na cidade, aprender com a cidade e aprender a cidade. Já o currículo é dividido por áreas de saber, como atividades de linguagem, lógica e leitura; atividades de percepções artísticas e estéticas; corporeidade/movimento; atividades de desenvolvimento social e atividades complementares.

Para que os diversos locais do município se tornem também espaços educativos, o Oficinas do Saber desenvolveu uma proposta pedagógica que envolve toda a cidade, a partir de projetos como o Roteiro Educador, que conta com parcerias de parques, teatros, mercados municipais, entre outros. Há, ainda, atividades de pedagogia empreendedora,  do Amigos do Zippy, do Clube da Escola, de Musicalização e de Alfabetização e Letramento em Rede. Todas as oficinas, atividades e programas são articulados pela secretaria com o intuito de fortalecer o processo de ensino-aprendizagem em uma cultura colaborativa e na intersecção da escola com a comunidade. Para apoiar os professores, a secretaria também desenvolveu um programa de formação continuada, no qual são discutidos os mais variados temas e questões da Educação Integral. E, para o gestor, há o Sistema de Gestão Integrada que facilita o acesso à oferta de programas e planejamento das atividades.

Em cada escola, o programa conta com diretor, vice-diretor, orientador pedagógico, professores e educador comunitário. Este último, por sua vez, possui uma equipe formada por auxiliares, estagiários, professores e oficineiros que o apoiam a estabelecer uma ponte entre o currículo regular e as atividades diferenciadas.

Desde 2006, Sorocaba passou a fazer parte da Associação Internacional de Cidades Educadoras, rede internacional que reúne cidades com experiências semelhantes para troca de informações e aprendizado colaborativo. Em 2010, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) também reconheceu Sorocaba como uma cidade educadora.

Para o sucesso do programa, a Secretaria estabeleceu variadas parcerias, compreendendo a cidade como uma extensão da sala de aula. Entre elas, o Parque das Águas e Kasato Maru, o Teatro São Rafael, o Mercado Municipal e as Casas do Cidadão. Também fazem parte: o Mosteiro de São Bento, Centro Administrativo (Prefeitura e Câmara Municipal), Zoológico “Quinzinho de Barros” e Pelourinho, pontos importantes da região.

Quando as oficinas acontecem em espaços comunitários, a cidade disponibilizou ônibus para as travessias e em todas as rotas, há sinalização específica. Também foi desenvolvido trabalho com os pais, para discutir e apresentar normas de segurança e o porquê do deslocamento das crianças.

Início e duração: 2007
Local: Município de Sorocaba, região no Sul do estado de São Paulo.
Responsáveis: Secretaria Municipal de Educação de Sorocaba
Principais Resultados: Com o programa, Sorocaba atingiu melhora Significativa no Índice da Educação Básica (IDEB), superando a meta proposta para o município para 2011 ainda em 2009. No Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), o município aumentou significativamente o percentual de alunos com aprendizagem adequada e avançada, tanto em Língua Portuguesa, quanto em Matemática.

Evolução de Sorocaba no Saresp em matemática

Evolução de Sorocaba no Saresp em matemática

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E evolução do município em Língua Portuguesa de acordo com o Saresp.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Materiais e Publicações:

Contato: Secretaria Municipal de Educação de Sorocaba

Telefone: (15) 3238 2200

E-mail: sedu@sorocaba.sp.gov.br

Site: www.educacao.sorocaba.sp.gov.br

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