Programa Aprendiz Comgás capacita jovens para atuarem em suas comunidades

Publicado dia 05/11/2013

Iniciativa: Programa Aprendiz Comgás

Pública ou Privada: Iniciativa privada em parceria com o 3º setor

Potencializar habilidades dos estudantes de escolas públicas e privadas para que eles possam realizar iniciativas sociais nas comunidades em que vivem. Esse é o objetivo do programa Aprendiz Comgás (PAC), realizado pela empresa de abastecimento de gás, Comgás*, em parceria com a Associação Cidade Escola Aprendiz, organização social que desde 1997 atua com o fortalecimento de comunidades educativas.

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Jovens em atividade. Crédito: divulgação

Para trabalhar a autonomia dos jovens e capacitá-los na criação e acompanhamento de projetos que dialoguem com a comunidade, o programa – considerado uma  Tecnologia Social para a Juventude -, tem o trabalho apoiado em um conjunto de ações educativas que ajudam na formação e desenvolvimento dos participantes:

– o Laboratório, que, desde 2000, envolve jovens de 14 a 18 anos de escolas públicas e particulares e organizações sociais e locais, em formações anuais para que desenvolvam seus projetos sociais. É no Laboratório que os educadores do projeto concebem novas formas de apoiar os jovens e ajustar periodicamente as ferramentas da tecnologia social.

– a Disseminação, atuação de formação de professores e educadores sociais na metodologia do Programa, com o objetivo de ampliar a visão dos mesmos em relação ao potencial e à participação da juventude, contribuindo também para a reflexão acerca de suas práticas educativas no ambiente escolar ou da organização social. As formações, que acontecem desde 2004, tem vários caráteres – de curta e longa duração, presencial, semi-presencial e à distância, via Secretaria Estadual de Educação, via Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Professores (EFAP) ou via Centro Paula Souza, tanto na cidade de São Paulo quanto em outros municípios do estado.

– e o Coletivo Jovem, ação de apoio aos grupos e coletivos formados por jovens, entre 18 a 29 anos, que já desenvolvem projetos ou ações sociais que impactam direta ou indiretamente em seu território de atuação. A ação mais recente, que acontece desde 2012, tem como eixo formar os grupos de jovens a compreender os funcionamentos dos editais públicos para projetos culturais e sociais, bem como aproximá-los de redes e organizações que dialogam com o tema e políticas para juventude.

Aprender fazendo A proposta é inteira ancorada na ótica do “aprender fazendo”; os jovens experimentam seus projetos ao passo que tentam garantir que respondam aos objetivos planejados, identifiquem e dialoguem com a “questão-problema” por eles levantadas, efetivamente atuem com a participação e parcerias concretas com a comunidade e sejam avaliados a partir do plano de ação estruturado. Nesse percurso, os educandos tornam-se autônomos no seu próprio processo de aprendizagem e corresponsáveis pela atuação do grupo e na comunidade.

Tanto no Laboratório, quanto na disseminação, os educandos – sendo eles jovens ou professores e educadores sociais-, passam por um período chamado de FormAção, que contempla atividades pedagógicas para discutir e elaborar os projetos, articular parcerias e mobilizar a comunidade, sempre na lógica experimental, em que aprendem ao passo que testam os aprendizados. No caso dos jovens, os educadores acompanham o processo diretamente, vivenciando cada etapa com os grupos e, no caso dos professores, o caminho é acompanhado indiretamente – os professores atuam em seus locais de trabalho e recebem o apoio necessário ao passo que completam cada ação. As atividades buscam aproximar os diferentes grupos a debater temas comuns, fomentando principalmente que percebam a importância e a força da participação juvenil na sociedade.

Jovem em ação no seu projeto. Crédito: Divulgação

Jovem em ação no seu projeto. Crédito: Divulgação

Na estrutura programática, os jovens participam de oficinas de comunicação, articulação de parcerias, mapeamento e pesquisa, visitam espaços culturais e realizam atividades em campo. Por sua vez, os professores participam de extenso debate sobre Juventude, revisitam sua própria trajetória como educadores e vivenciam diferentes metodologias para apoiar seus jovens a desenvolverem projetos na escola e em suas comunidades.

Em seguida, professores e jovens participam do processo de AcompanhAção, momento em que os educandos efetivamente implementam seus projetos. Nesse percurso, os projetos são ajustados, testados e avaliados pelos próprios participantes, em diálogo com a equipe e metodologia do Programa.

Ao final do processo, no Laboratório, os jovens participam de uma enorme Feira de Projetos, em que apresentam suas ações – percursos e resultados -, a variados convidados do terceiro setor, empresas e equipamentos comunitários, com o objetivo de que possam continuar atuando em suas comunidades.

Principais resultados 

O que fazemos não é serviço, não é curso, não é escola, não é  estágio… Somos projetistas sociais!”       Depoimento de jovem do PAC

Desde a sua implementação até o ano de 2012, o programa foi aplicado em 20 cidades do Estado de São Paulo, o que implicou na elaboração de 910 projetos, parcerias com 290 escolas e ONGs e formação de 4.092 jovens e 817 professores e educadores. Em 2013, o projeto alcançou jovens moradores do bairro Jardim Ângela, zona sul de São Paulo, e também estudantes da ETEC Parque da Juventude, que participavam das disciplinas Projeto Técnico Científico (PTC) e Projeto de Educação Ambiental do ETIM (Ensino Técnico Integrado ao Médio).

“Aqui, aprendi a ser uma jovem decidida, responsável, amiga e capacitada para fazer a diferença em minha comunidade e em minha vida. Aprendi a ser especial e tornar as pessoas especiais”. Camila de Camargo Tanaka, jovem do projeto Sinfonia – PAC 11

Ao longo de sua trajetória, a iniciativa acumulou variadas premiações. As últimas menções são de 2007, ano em que o programa foi o vencedor do Prêmio Aberje na categoria “Comunicação e Relacionamento com a Comunidade” e recebeu menção honrosa pelo 3º Prêmio Milton Santos, da Câmara Municipal de São Paulo. Em 2013, o PAC foi reconhecido pela Fundação Banco do Brasil, em conjunto com a Petrobras e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), como Tecnologia Social para a Juventude.

Em avaliações externas, realizadas pelo Centro de Estudos em Educação, Cultura e Ação Comunitária, pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e de Ação Comunitária e pela empresa Multifocos, o programa alcançou em todas as etapas as metas previstas e efetivamente foi considerado como ação de impacto positivo na vida dos jovens.

Dos projetos realizados pelos jovens, inúmeros tornaram-se ações de sustento para os grupos e alguns permanecem em atividade há mais de dez anos. Entre elas, o grupo de facilitação gráfica, Alavanca, e o de aulas de dança para crianças e adolescentes, A Dança da Vida.

Início e duração: de 2000 até os dias atuais.

Local: Estado de São Paulo

Responsáveis: Comgás – Companhia de Gás de São Paulo e Associação Cidade Escola Aprendiz

Envolvidos e parceiros: Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, Centro Paula Souza

Financiamento: Comgás – Companhia de Gás de São Paulo

Materiais:

Confira o manual Tecnologia Social para a Juventude , o livreto comemorativo de 10 anos do PAC e assista o vídeo de divulgação do projeto:

Contatos:

Programa Aprendiz Comgás

Site: www.aprendizcomgas.org.br

Email: pac@aprendiz.org.br

Fone: (11) 3096-3900

*A empresa Comgás foi comprada em 2013 pela Cosan.

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